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Crise política | Derrotar Bolsonaro e Mourão com a força das ruas, sem confiança no judiciário

Bolsonaro pode ser chamado a depor pelo TSE por suas declarações pelo voto impresso, junto com a manifestações bolsonaristas e declarações das Forças Armadas a favor do “voto auditável”. O Tribunal de Justiça Eleitoral foi o mesmo que impediu Lula de se candidatar em 2018. A luta contra as políticas bolsonaristas deve vir das ruas e não do judiciário apoiador de privatizações como da CEDAE e dos Correios.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 3 de agosto | Edição do dia

Marcelo Camargo/Agência Brasil - Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro subiu o tom com a sua política golpista de voto impresso. Desde declarações próprias, do Braga Netto, das Forças Armadas até as manifestações deste último domingo(01/08). Golpismo característico dos adoradores da ditadura militar, agora é voltado ao judiciário, com intuito de manter sua base mobilizada em meio a crise política do governo.

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O TSE respondeu a Bolsonaro e suas características fake news que baseiam sua política. Abriu investigação e pode chamar Bolsonaro e figuras ligadas ao presidente para depor pelas declarações infundadas. Mas seria o TSE e o judiciário um defensor da democracia contra o golpismo de Bolsonaro? Ou estaria defendendo seus próprios interesses e seu “direito” de ter voz dentro desse regime?

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Uma resposta a isso, seria ver o que Bolsonaro e o judiciário concordam. E daí vem bastante coisa, estavam juntos privatizando a CEDAE, empresa de águas e esgoto pública do Rio de Janeiro. Concordam com a privatização dos Correios e Eletrobras, além de aprovarem a possibilidade de demissões massivas sem a necessidade de negociação coletiva. Além de como já mencionado, foi o articulador para que Lula não participasse das eleições de 2018, assim como apoiador do golpe institucional de 2016 que abriu caminho para o projeto bolsonarista.

Nesse cenário, onde o bolsonarismo tenta ter política nas ruas e com um bolsa-família de 400 reais como proposta para 2022 buscando a reeleição e um judiciário que no fim garante somente os direitos dos empresários, os atos contra o governo tem um papel importantíssimo e podem impor - se, se massificam - outra agenda para o país. Para isso, é importante a unidade da classe trabalhadora com estudantes, negros, lgbt’s, movimento de mulheres, não com o PSDB e judiciário que aprovam as medidas do Bolsonaro junto com o Centrão, além de criminalizarem esses setores, seja mantendo o direito ao aborto negado, aprovando os cortes nas universidades, legitimando chacinas em favelas e a persistência de crimes e assassinatos lgbtsfóbicos.

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Para que se massifique a luta e possamos enfrentar Bolsonaro, Mourão e todo seu projeto golpista: Basta de separar a luta entre trabalhadores e jovens estudantes, como faz o PT e o PCdoB. Separam a luta dos trabalhadores dos Correios, como foi no dia 13J com atos dos Correios de manhã e atos da juventude à noite, ou na semana do 29M com atos de apoio ao 29M que foram de “gabinete”. Precisamos de uma greve geral, que paralise o país contra Bolsonaro, Mourão e os ataques, por isso nós do MRT e do Esquerda Diário, chamamos a esquerda a levantar um Comitê pela Greve Geral que unifique as forças da esquerda, para exigir do PT e PCdoB que convoquem uma greve geral. Batalhamos também para que assim, como não ter confiança no Judiciário, não ter confiança no impeachment e na aliança com Joice Hasselmann e Kim Kataguiri e sim em uma alternativa que questiona todo o regime, inclusive esse judiciário, uma Constituinte Livre e Soberana. Um órgão muito mais democrátivo comparado à juízes não eleitos com salários milionários, que poderia discutir de formas mais aberta para a população, os reais problemas do país, como porquê juízes ganham 100 mil ou mais enquanto professores chegam a ganhar às vezes somente 1 salário mínimo? Nesse sentido respondemos que só um governo de trabalhadores de ruptura com capitalismo pode impor que um juiz seja eleito e ganhe como uma professora.

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