Juventude

Declaração da Faísca: Todo apoio a greve da saúde em Minas Gerais, abaixo os ataques de Zema

Declaração da juventude Faísca UFMG em apoio a greve das e dos trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) contra a precarização da saúde, em defesa de melhores condições de trabalho, pelo pagamento do 13° salário e contra os ataques do governador Romeu Zema.

sexta-feira 17 de janeiro| Edição do dia

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que abrange cerca de 21 hospitais, entraram em greve por tempo indeterminado essa semana. Reinvindicando o pagamento do décimo terceiro salário, que apenas 35% dos servidores da saúde receberam, por melhores condições de trabalho e pela gratificação da ajuda de custo. Uma luta que se coloca contra o ultra liberal governador Romeu Zema (NOVO), que após um ano mostrou o desastre de sua administração também na saúde do estado. Uma luta que tem muitos pontos de contatos com os ataques que também vemos na educação contra o avanço dos cortes, da precarização e dos ataques aos servidores com o parcelamento do salário e o não pagamento do décimo terceiro.

Desde a juventude Faísca UFMG prestamos todo nosso apoio e solidariedade à greve dessas trabalhadoras e trabalhadores, que estão há quase dez anos sem reajuste salarial, e agora se colocam em luta contra os cortes e ameaças de mais ataques na área. Ano passado a pasta da saúde sequer investiu os 12% previstos em lei e o governo estadual não repassou as verbas da saúde para o município. Além disso, o secretário e o secretário adjunto foram trocados diversas vezes, para favorecer candidatos do NOVO derrotados nas eleições. Desde o ano passado, os trabalhadores da saúde já vinham se posicionado diversas vezes contra os cortes e a precarização da saúde no estado, realizando inclusive uma greve contra a terceirização e os cortes de direitos.

Para o milionário empresário Romeu Zema, direitos que a classe trabalhadora conquistou por via de muitas lutas ao longo da história são considerados privilégios, enquanto ele vive uma confortável vida com o dinheiro que explora de tantos trabalhadores em suas empresas. Muitos estudantes da área de saúde da UFMG fazem suas residências e estágios nesses hospitais que hoje encontram-se em greve e também são afetados pelo avanço da precarização nas condições de trabalho e enorme precarização da saúde que as políticas do governador só vai aumentar. Por isso, chamamos toda a juventude, os centros acadêmicos e o DCE da UFMG a construir conjuntamente medidas de solidariedade em apoio a luta desses trabalhadores.

Apoiando fortemente a luta dessas trabalhadoras e trabalhadores, nos colocando lado a lado em cada batalha contra os ataques de Zema, em defesa dos direitos de trabalho e contra a precarização do sistema de saúde, defendendo o SUS contra qualquer alternativa privatista, lutando para que ele seja 100% estatal, sob controle dos trabalhadores e da população.

Todo apoio a greve dos trabalhadores da saúde!




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