Sociedade

EXTREMA DIREITA

Damares utiliza do ministério para distribuir guia para manter o casamento

Damares Alves, Ministra bolsonarista, tem projeto para seu ministério de reforçar os vínculos conjugais e intergeracionais, um "guia para o casamento e para a familia", seguindo assim pela linha de uma familia tradicional, heteronormativa, lgtfobica e racista como a própria. Enquanto isso o número de casos de violência doméstica na pandemia só aumenta.

sexta-feira 7 de agosto| Edição do dia

Imagem: Folha Press

A inimiga dos negros, mulheres, LGBTs, Damares Alves , ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, parte do governo Bolsonaro/ Mourão, em mais um dos absurdos que apresenta, por fora de satisfazer as necessidades da massa das famílias trabalhadoras do país, vai utilizar o ministério para fortalecer os ditames do governo ao qual faz parte. Segundo a Folha de São Paulo, o ministério tem suas energias voltadas a construir um guia para ser distribuído nos municípios, em que contará com instruções de como fortalecer “vínculos conjugais e intergeracionais ".

Ainda não há informações mais específicas de qual será a linha como parte das orientações para manter o matrimônio, mas não esperamos e nem a realidade nos demonstra que a Damares, responsável por “meninas usam rosa e meninos azul”, campanhas de abstinência sexual, lado a lado do Bolsonaro, irá se separar do que o bolsonarismo coloca. Segundo a Folha de São Paulo, a justificativa da pasta para tal é que muitos problemas sociais podem ser evitados com o protagonismo da família, desde o preconceito até a violência. Os desequilíbrios afetivos, na visão do ministério, fundamentam em muitos casos o uso de drogas e outros "subterfúgios".

Diante da pandemia, onde milhares de jovens e mulheres são obrigadas a realizarem o isolamento dentro de suas casas, convivendo com indivíduos socialmente ditos da família e onde os dados crescem por casos de violência doméstica, a família é um núcleo ao qual se perpassa os atrasos desse sistema, as quais “vínculos conjugais e intergeracionais” são constituídos deles também e portanto não separado de toda a sociedade atual.

O ministério afirma que os problemas sociais podem ser evitados com o protagonismo da família, ao utilizar essa justificativa, tenta inibir todas as opressões as quais as famílias brasileiras são permeadas e que com isso tem descarregado em suas vidas horas atenuantes e marcadas cada vez mais por relações precárias de vida pela exploração capitalista, esse sim o responsável pelos “problemas sociais”, inclusive ao qual o cargo da Damares está a serviço de desenvolver as políticas. Damares, parte das mulheres que defendem a família a serviço dos interesses de reproduzir e reafirmar o conservadorismo, a lgbtfobia, o machismo e tantas outras opressões a favor da exploração de milhares de famílias, se diferencia da maioria das mulheres brasileiras trabalhadoras, em sua maioria negras, mães e filhas, as quais constituem as famílias e são diariamente suprimidas pelos interesses e exploração aos quais a Damares defende. O que sabemos que não está a serviço de evitar os problemas sociais dessas mulheres e nem mesmo das famílias as quais essas mulheres fazem parte.

As iniciativas de Damares, assim como o conjunto do Governo Bolsonaro/ Mourão e militares, o STF, governadores como Witzel, Doria, Zema, demonstra como estão a serviço de fortalecer as regras de como as famílias devem ser e para que elas devem estar voltadas: garantia dos lucros dos capitalistas. Por isso, em defesa de todas as mulheres, negros, LGBTs, jovens, que constituem as famílias (em suas mais diversas formas) da classe trabalhadora, nós do Esquerda Diario acreditamos que as iniciativas da Damares só nos demonstra como não podemos aceitar que as famílias, as relações sociais estejam baseadas nos interesses dela, e pra isso achamos que têm que ser os trabalhadores a ditarem as suas próprias regras e vidas, começando desde já a batalhar por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana onde as regras do jogo sejam ditadas e mudadas por nós mesmos.




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