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RIO DE JANEIRO | REABERTURAS

Crivella aumenta horário de abertura de shoppings; mais vidas colocadas em risco

A nova etapa da reabertura no RJ autoriza que shoppings e alguns outros pontos de comércio abram durante mais horas do dia. Enquanto situação do coronavírus não ameniza, medidas da prefeitura colocam mais vidas em risco em nome dos lucros de empresários.

sexta-feira 10 de julho| Edição do dia

O Rio de Janeiro de Marcelo Crivella, está entrando na chamada segunda etapa da terceira fase de reabertura. Com índices altos de contaminação, de mortes e de ocupação dos leitos do SUS, Crivella autoriza que parte do comércio abra por mais horas durante o dia, arriscando mais vidas em nome dos interesses de empresários, que anseiam pelo retorno da economia.

Nesta nova etapa no Rio, os shoppings, que estavam fechando às 20h, agora poderão ficar abertos das 12h até as 22h, ganhando duas horas a mais de funcionamento. Ele autorizou também a abertura de vias públicas que são utilizadas para o lazer aos domingos, além de abrir Vilas Olímpicas para uso do público.

Estão mantidas as liberações para funcionamentos de bares lanchonetes e restaurantes até as 23h horas, que se mostrou nas últimas semanas, uma decisão simplesmente descabida no cenário atual, e de total responsabilidade de Crivella e sua autorização.

O Estado do Rio de Janeiro já passou das 11 mil mortes e chega em quase 130 mil contaminados, números ainda muito altos, e com altíssima ocupação de leitos, que a poucos dias se noticiavam em mais de 80%. Hoje são 71,6% dos leitos de UTI do SUS ocupados, e 80% dos leitos de UTI da rede privada.

Sem a fila única, que deixa grande parte da população trabalhadora em espera por leitos, e perdendo suas vidas pelo descaso dos governos, a reabetura e maior liberdade para o funcionamento dos comércios, é uma medida que atende apenas aos interesses de empresários que sofrem a queda dos lucros com a pandemia, e em nada responde a necessidade da população que sofre com a crise sanitária e econômica.

Enquanto Crivella libera mais flexibilização da quarentena e do comércio, não põe de pé, nenhum tipo de medida que atende a demanda de leitos de UTI, de testagem da população, e muito menos de evitar a corrosão das rendas da classe trabalhadora proporcionada pelas MPs de Bolsonaro. Pelo contrário, atende os interesses dos empresários.




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