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EUA | Cresce a luta pela sindicalização dos trabalhadores de Starbucks nos Estados Unidos

Após a sindicalização de uma loja de Starbucks em Buffalo, Nova York, mais de meia dúzia de lojas nos EUA tem se apresentado na Junta Nacional de Relações Empregatícias para ter suas próprias eleições, que lhes permitam conquistar um sindicato.

quinta-feira 13 de janeiro | Edição do dia

O primeiro local de Starbucks sindicalizado dos EUA em Buffalo, Nova York, tem criado uma reação em cadeia em outras lojas de Starbucks em todo o país, onde os trabalhadores e trabalhadores pedem ter eleições para conseguir conquistar seu próprio sindicato.

Desde o dia 11 de janeiro, os trabalhadores de Cleveland (Ohio), Hopewell (New Jersey), Chicago (Illinois), Eugene (Oregon), Knoxville (Tennessee) e Broomfield (Colorado) fizeram a apresentação para votar por um sindicato ante a Junta Nacional de Relações Empregatícias, e os trabalhadores em Mesa (na Arizona) votarão pelo e-mail no fim deste mês.

Atualmente, poucos locais de Starbucks no país estão sindicalizados. Três lojas perto de Buffalo, Nova York, tiveram eleições sindicais no outono passado, e no dia 9 de dezembro, a loja Elmwood ganhou suas eleições. O café Camp Road votou a favor da sindicalização e, em Genesee St. em Cheektowaga, a empresa apelou seus resultados eleitorais frente à Junta, alegando que vários dos votos emitidos não deviam contar, por serem supostamente emitidos por pessoas que não trabalhavam na loja. Na segunda 10 de janeiro, a Junta opinou em favor dos trabalhadores de Starbucks e a loja de Genesee St. virou o segundo Starbucks sindicalizado nos Estados Unidos.

O processo de formar um sindicato nessas lojas não foi fácil. Os trabalhadores de Starbucks da área de Buffalo foram acusados durante as semanas previas à eleição com táticas antissindicais clássicas pela empresa e os gerentes de Starbucks, que incluíram intimidação, vigilância e ameaças. Enquanto os trabalhadores lutavam por melhores condições, os diretivos continuavam ganhando milhões: o presidente de Starbucks, Kevin Jhonson, ganhou $14,7 milhões em salários e ações só o ano passado.

Os esforços dos trabalhadores da área de Buffalo para se organizar coletivamente tem começado a ter resultados, inclusive antes do começo da negociação do seu primeiro contrato.

Os trabalhadores da loja de Elmwood abandonaram seus postos de trabalho e saíram nas ruas para protestar pelas condições de trabalho inseguras. Informaram que estão esgotados pela falta de funcionários porque os companheiros de trabalho ficaram doentes com COVID e a estressante tarefa adicional de fazer cumprir as regras de uso de máscaras na loja.

Os trabalhadores de Elmwood decidiram que ir trabalhar em condições inseguras, sem máscaras do tipo N95, testes adequados, funcionários adicionais ou bonificação extra pelo perigo da situação atual, não era um risco que estavam dispostos a enfrentar, e corajosamente, decidiram juntos que não colocariam em perigo a sua saúde, só para garantir os lucros dos seus patrões.

Essa ação chegou no meio da chamada “Grande demissão”, onde muitos trabalhadores que não veem outro recurso que o de se demitir, tem deixado trabalhos que ofereciam salários insuficientes, e praticamente nenhuma segurança pandêmica. Os trabalhadores de Starbucks em Elmwood se uniram para demonstrar que o seu sindicato podia melhorar as condições de trabalho e que lutariam para isso. Se negaram a aceitar os planos de reabertura “segura” dos lugares de trabalho promovidos pela administração Biden e, em troca, preferiram manter-se salvos.

Um sindicato nas mãos dos trabalhadores e sua auto-organização é a única forma de garantir que a segurança dos trabalhadores seja uma prioridade no momento de estabelecer políticas, horários, salários e benefícios no lugar de trabalho. Os trabalhadores de Starbucks em todo o país estão mostrando o caminho a seguir.




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