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Contra o fechamento da UFRJ e cortes nas universidades, é preciso revogar o teto de gastos

O bilionário corte nos orçamentos das universidades federais feito pelo reacionário governo Bolsonaro, coloca o risco de fechamento de vários universidades pelo país entre elas a UFRJ que abriga 9 hospitais universitários e unidades de saúde que estão na linha de frente contra o Covid-19 além de estar em pesquisa desenvolvendo duas vacinas nacionais.

terça-feira 11 de maio| Edição do dia

Imagem: Wikimedia/Reprodução

Esse ataque de Bolsonaro é mais um na sequência de ataques que vêm se somando desde o golpe institucional de 2016 e agora pretende retirar R$1,1 bilhão por ano das universidades federais.

No caso do Rio de Janeiro, não é só a educação superior que é atacada. Eduardo Paes (Democratas), que serve como correia de transmissão dos ataques de Bolsonaro, desde que assumiu a prefeitura, não mede esforço algum em demonstrar a sua intenção de sucatear a educação municipal e principalmente precarizar as vidas das trabalhadoras das escolas. Desde que começou a administrar a cidade, Paes ficou mais de 100 dias sem pagar o salário das funcionárias além de te-las deixado sem vale transporte e ticket alimentação. Paes não se cansa de atacar as funcionárias terceirizadas, mas também ataca cada vez mais os professores, como foi o caso da sua reforma da previdência do município, que taxou o salário das trabalhadoras da saúde e da educação em 11% em nome do desconto previdenciário, em um do dos momentos mais críticos da pandemia.

O bilionário corte nas verbas das federais não impacta apenas na vidas dos trabalhadores e estudantes mas da população de conjunto. São 50 hospitais no país que possuem leitos para a COVID-19 e realizam testes e serviços médicos, além de ser um golpe duríssimo no orçamento das pesquisas diversas áreas, isso inclui as duas vacinas contra COVID-19, que estavam sendo desenvolvida nos laboratórios da UERJ e que terão seu desenvolvimento prejudicado por causa dos cortes.

O corte impõe o fechamento de diversos campus pelo país, que dizem poder manter as aulas no momento, pois são à distância, mas que os espaços físicos das universidades não terão condições de manter com o bilionário corte das verbas

Essa medida também é um enorme ataque a uma enorme quantidade de trabalhadores terceirizados que prestam serviços nas universidades, esses que nunca pararam de trabalhar, que já estão em postos de trabalho precários com baixos salários, e que são em sua maioria negros, agora veem seus empregos mais ameaçados do que antes.

O desmonte da educação que vem sendo trilhado com ainda mais força desde o golpe institucional encontrou no governo Bolsonaro um aliado, que desde sua campanha eleitoral já atacava as universidades. Diante do caótico cenário que a crise sanitária, econômica e política, o governo coloca para a população esse forte ataque, que é mais um entre tantos que servem para por os lucros e privilégios dos empresários acima das vidas.

Saiba mais: Universidades federais podem fechar até julho após corte bilionário do Governo Bolsonaro

Diante de mais esse absurdo ataque é essencial que as entidades estudantis organizem a luta dos estudantes, mas também junto aos sindicatos de trabalhadores unifiquem essas demandas. Além disso, é necessário que as universidades cumpram um papel mais intenso no combate ao vírus. Elas poderiam estar cumprindo um papel protagonista no combate ao COVID-19, se todas tivessem o orçamento necessário para funcionar com efetividade, nas pesquisas sobre o vírus, e no desenvolvimento de medicações e vacinas.
Invés disso, a maioria que está funcionando, continua com o seu andamento baseado na pesquisa financiada por empresas privadas, e fazendo estudantes que poderiam estar cumprindo um papel essencial para o funcionamento da saúde pública, trabalharem para gerar mais patentes e lucros para os empresários.

É necessária a imediata revogação da PEC 95 (teto de gastos), assim como o financiamento de pesquisas para tratamento e vacinas contra a COVID-19. Fortalecer as pesquisas para que sirvam a comunidade, que se vê marginalizada com as reacionárias políticas do governo Bolsonaro e de todos os agentes do golpe institucional.




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