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Contra “fraudes” em benefícios, governo quer retirar mais direitos de trabalhadores

terça-feira 4 de agosto| Edição do dia

Desde 2016 o governo federal instituiu um Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas Federais que, apesar do nome pomposo, tem a missão de cortar benefícios já concedidos de auxílio-doença, Bolsa Família e aposentadoria por invalidez e que poderiam ter sido fraudados de alguma maneira.

Ninguém em sã consciência defende que benefícios indevidos continuem sendo pagos com dinheiro público a quem não tem direito de recebê-los. Sobre o bolsa família mesmo, são inúmeros casos de funcionários públicos municipais e parentes destes, que eram beneficiários indevidos do programa.

A recente concessão das parcelas do auxílio emergencial para o período da pandemia também nos fornece uma série de exemplos de problemas com fraudes nesse tipo de benefício. Seja através de fraudes feitas pelos próprios donos dos CPF’s envolvidos ou da utilização indevida de outros tantos, mas, em especial envolvendo CPF’s que já recebiam algum tipo de benefício e passaram a recebê-los “em dobro”, muitas vezes por erros do próprio sistema de cadastros.

Entre as mais diversas matérias encontradas sobre o tema na imprensa tradicional é muito comum encontrar esse tipo de situação que, ao ser resolvida, gera efeito positivo para a vida de todos trabalhadores que dependem desse tipo de auxílio.

No entanto, há uma série de outras situações, como a do metalúrgico Wilson Roberto Morgado, 59 anos, que nos remetem a outras tantas, nas quais essa sanha pelos cortes às centenas de milhares por parte do governo e seus comitês gera prejuízos enormes e às vezes insanáveis na vida de tantos trabalhadores. O INSS, inclusive, já foi condenado algumas vezes por conta de erros nos processos de análise e revisão.

É escandaloso que, em meio a uma crise sanitária e econômica dessa magnitude, a vontade de cortar benefícios de trabalhadores seja inversamente proporcional a vontade de auxiliar banqueiros e demais setores da classe dominante do país com a entrega de bilhões de dólares destinados a salvar lucros enquanto nas periferias das grandes cidades as pessoas se aglomeram atrás dos incertos e insuficientes R$ 600,00 para manter vidas.




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