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GREVE NA ELETROBRÁS | Contra a privatização, trabalhadores do sistema Eletrobras entram em greve nesta terça

Trabalhadores do sistema Eletrobras de algumas regiões do país iniciaram greve de 72 horas, desde a meia noite desta terça-feira, contra a medida provisória que permite a privatização da companhia. É preciso cercar de solidariedade e fortalecer essa greve com uma paralisação nacional de todas as categorias.

quarta-feira 16 de junho | Edição do dia

Trabalhadores do sistema Eletrobras de algumas regiões do país iniciaram greve de 72 horas (desde a meia noite desta terça-feira) contra a medida provisória que permite a privatização da companhia e será votada no Senado nessa semana.

Essa empresa já vem sofrendo uma série de privatizações ao longo dos anos, e o governo Bolsonaro e Mourão, junto com o ministro Guedes, tem se empenhado com muito afinco para privatizar de vez essa que é a maior geradora de energia da América Latina, responsável por cerca de 30% da geração de energia do país.

A situação catastrófica do sistema de energia elétrica tem proporções históricas: é a pior crise dos últimos 91 anos. Os principais reservatórios das usinas brasileiras, que são os da região Sudeste e Centro-Oeste, estão operando com 35% de sua capacidade, chegando aos níveis de comparação de 2001, quando houve apagões e as políticas de racionamentos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já declarou nesta terça, 15, que haverá um reajuste na tarifa da bandeira vermelha nas contas de energia elétrica: ou seja, mais uma vez é a população mais pobre que pagará por essa crise.

Esse cenário não é de agora. A crise se arrasta desde o governo FHC, e os motivos vão muito além das esporádicas faltas de chuvas. Em realidade, o que está ocorrendo é resultado de políticas de sucateamento, desinvestimento e precarização ao longo de anos, tornando estruturais os problemas que foram se agravando ao longo dos anos, adiando quaisquer tipos de reparos e reestruturações. Cortaram recursos e deixaram as empresas estatais caindo aos pedaços para depois dizerem que os serviços supostamente vão melhorar se forem privatizados. Mas depois que são privatizados, vemos que não há nenhuma melhora, pelo contrário, como mostrou o caso do apagão do Amapá em meio à pandemia.

É de extrema importância cercarmos de solidariedade essa greve. As centrais sindicais, como a CUT (que dirige grande parte dos sindicatos do setor), precisam organizar assembleias e comitês de base para fortalecer essa greve. As manifestações do dia 29 de maio mostraram uma grande força, assim como estão ocorrendo também várias greves isoladas e iniciais. Tudo isso indica que não podemos esperar as eleições de 2022, e coloca o desafio de fortalecer uma perspectiva de luta de classes, e que se oriente a impor aos sindicatos que mobilizem os trabalhadores para participarem das novas manifestações no dia 19 de junho e também que organizem uma paralisação nacional para que possamos unificar nossa classe, barrar todos esses ataques e enfrentar Bolsonaro e Mourão.




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