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#LiberdadeParaGalo | Contra PM e Judiciário, pela retirada de todo e qualquer processo contra Galo e Géssica

Na última sexta (30), a absurda prisão de Paulo Galo foi prorrogada pela juíza de primeira instância Gabriela Marques da Silva Bertoli, depois de sua companheira Géssica já ter sido libertada. Hoje, 2 de agosto, o habeas corpus de Galo foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a Justiça do governador João Doria (PSDB).

segunda-feira 2 de agosto | Edição do dia

O processo que corre contra Galo e Géssica é o que a Polícia Militar e o Judiciário chamam de "associação criminosa", depois de acusarem os manifestantes de botar fogo na estátua do racista Borba Gato. Esse processo é previsto no artigo 288 do Código Penal brasileiro, que alega "associação de 3 ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes".

Veja também: Em nova decisão arbitrária, Justiça de Doria segue mantendo preso entregador Galo de Luta

É o mesmo pelo qual foram presos estudantes e trabalhadores da USP que se manifestavam contra a Reforma da Previdência e os ataques de Bolsonaro e do golpe institucional de 2016, em 14 de Junho de 2019. Em 2019, houve uma ampla campanha contra a prisão arbitrária desses manifestantes, com parlamentares, sindicatos, entidades estudantis e personalidades exigindo a liberdade desses estudantes e trabalhadores.

Géssica convoca amplos twittaços exigindo #LiberdadeParaGalo, e nós, trabalhadores, estudantes, setores oprimidos, organizações de esquerda, nos somamos e temos que exigir também a retirada de todo e qualquer processo contra eles. Para varrer toda a herança reacionária dos empresários na história do Brasil.

Borba Gato foi um líder bandeirante assassino de indígenas e negros, pessoas brutalmente escravizadas para sustentar o capitalismo de barbárie que vemos hoje, em que somos assolados pela fome, desemprego, trabalho precário, terceirizado, de maioria de mulheres negras. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ainda fez questão de afirmar o respaldo dos capitalistas pela manutenção dessa história escravagista, dizendo lamentar o episódio e que um empresário se propôs a doar o valor necessário para restaurar a estátua. Além disso, uma amostra de que a burguesia faz de tudo para manter essa história foram os direitas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que compareceram na estátua se manifestando e restaurando-a em memória da escória das bandeiras paulistas.

E essa História escrita e construída pelos capitalistas para afogar nossa história de revoltas negras, proletárias, femininas, contra essa miséria, está sendo respaldada por sua polícia racista e por um dos atores políticos mais arbitrários que faz o que quer nesse país, o Judiciário, principal agente do golpe institucional de 2016 que manipulou as eleições de 2018 para eleger Bolsonaro.

Por isso, nós do Esquerda Diário fazemos um chamado aos sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais, parlamentares e organizações de esquerda, como PSOL, PSTU, PCB e UP, a fortalecer ainda mais a campanha pela #LiberdadeParaGalo e pela retirada de todo e qualquer processo contra Galo e Géssica, contra a PM e o Judiciário. Porque somos nós, trabalhadores, estudantes e setores oprimidos, que podemos varrer todas as heranças da história dos capitalistas, que ainda nos punem com medidas reacionárias e resquícios da ditadura como a Nova Lei de Segurança Nacional, além de mais de 70 inquéritos abertos com base nela durante o governo Bolsonaro e os 23 abertos nos anos de governos do PT.

Não vamos aceitar! #LiberdadeParaGalo já! Contra a PM e o Judiciário, vamos varrer a história construída e escrita pelos capitalistas contra nós! E por isso também colocamos a necessidade de uma nova Constituinte imposta pela luta, para tirar das mãos das instituições podres desse regime político as decisões, para que seja o povo a decidir, com representantes eleitos por bairros, os rumos desse país. E que nesse processo batalharemos para revogar toda a LSN, que os juízes sejam eleitos e revogáveis, e anular todas as reformas.




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