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PEDIAM DITADURA MILITAR | Contas falsas foram acessadas 408 vezes do gabinete presidencial e 1045 vezes de órgãos públicos

Investigação da Polícia Federal, cujo sigilo foi quebrado recentemente, indica que contas falsas no Facebook, que tinham o objetivo de mobilizar as redes em defesa da ditadura militar e do AI-5, foram acessadas 408 vezes de dentro da Presidência da República. No total, essas contas foram acessadas 1045 vezes de órgãos públicos. Quebra de sigilo também mostra que contas foram acessadas usando a internet da primeira-dama, Michele Bolsonaro, e também de algum gabinete da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

terça-feira 8 de junho | Edição do dia

A investigação feita pela PF foi rejeitada pela Procuradoria Geral da República, após Augusto Aras ter acesso. Ela abrange movimentações feitas na internet desde meados de 2018, quando a tropa de choque da internet da família Bolsonaro começou a crescer. Tivemos acesso a essa investigação agora que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, quebrou o sigilo da investigação.

O inquérito foi aberto para investigar os chamados “atos antidemocráticos”, como os que ocorreram ano passado, onde os manifestantes pediam o fechamento do Congresso, a volta da Ditadura Militar mediante intervenção federal, o AI-5 e outras barbaridades. O próprio presidente participou de atos desse tipo e agora, ao que tudo indica, parte da mobilização desses atos foi organizada de dentro da própria presidência.

Ainda segundo a investigação, foi levantada uma “hipótese criminal” onde Bolsonaro e seus três filhos, para “obter vantagens político-partidárias”, atuariam nas redes sociais para “incitar parcela da população à subversão da ordem política”. Uma série de contas do Facebook tiveram seu sigilo quebrado para comprovar a relação entre a família e os atos.

Duas das contas listadas são a Bolsonaronews e a Tercio Arnaud Tomaz, acessadas 408 vezes diretamente do gabinete presidencial em Brasília. Ambas também foram acessadas 15 vezes do Comando da 1ª Brigada da Artilharia Antiaérea. Pasmem, mas elas também foram acessadas de algum gabinete da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, muito possivelmente por um dos filhos de Bolsonaro, Carlos.


Power Point da PF vinculando Michelle às contas reacionárias

Em 5 e 6 de novembro de 2018, as contas foram acessadas de um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, chamado Vivendas da Barra, cuja conta de internet está no nome de Michelle Bolsonaro. Na Câmara dos Deputados, essas e outras contas que disseminavam barbaridades de extrema-direita foram acessadas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro e seu assessor.

- Para fortalecer a luta contra Bolsonaro, Mourão e os Militares, veja aqui: 5 pontos para potencializar a mobilização com a força do 29M




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