Mundo Operário

ELEIÇÕES SINDICAIS

Conheça as principais batalhas dos companheiros da Chapa 4 Nossa Classe – Metroviários

O Movimento Nossa Classe Metroviários, composto por militantes do MRT e independentes, lançou a Chapa 04 para as eleições sindicais deste ano. Uma chapa composta quase que a metade por mulheres e que se propõe estar na linha de frente para enfrentar os ataques de Dória e Bolsonaro sem nenhuma conciliação com os golpistas.

terça-feira 10 de setembro| Edição do dia

Podemos ver uma das expressões da luta destes companheiros em levar as batalhas dadas dentro do Metrô a milhares de trabalhadores a partir dos quase 400 artigos no Esquerda Diário relacionados aos transportes metroviários, desde denúncias contra a sanha privatista tucana e suas demissões, passando pela incansável necessidade de construir no Metrô uma força de trabalhadores que se posiciona claramente contra o golpe institucional de 2016 de forma independente do PT até às principais batalhas de hoje, contra as políticas entreguistas e nefastas de Doria e Bolsonaro.

Tal riqueza de conteúdo é um exemplo de como os companheiros se colocam diante dos problemas diários em seus locais de trabalho: fazer política à portas abertas, construindo uma alternativa operária e popular, que denuncie os problemas dos metroviários dialogando com os da população e demais categorias, mostrando que é necessário retomar os sindicatos - hoje em sua maioria nas mãos da CUT (PT), que apoiou através de seus governadores do nordeste a reforma da previdência e CTB (Pc do B), apoiadores de Rodrigo Maia - para as mãos dos trabalhadores.

O Esquerda Diário buscou fazer uma compilação das principais batalhas do Nossa Classe no último período: contra as demissões como a do operador de trem Joaquim, demitido por justa causa no começo do ano de maneira totalmente arbitrária; contra os avanços da empresa contra as conquistas dos trabalhadores, como com a luta contra a imposição da escala 4x1x4x3 noturna, contra as perseguições políticas aos trabalhadores que compõem a CIPA, campanha contra a reforma da previdência com os coletes vermelhos buscando dialogar com a população a importância de construir uma força de trabalhadores para barrar este ataque do governo Bolsonaro, além da nossa batalha cotidiana por construir no Metrô uma força para lutar pela defesa do transporte público e de qualidade, controlado pelos metroviários e usuários; campanha nacionais como contra o golpe institucional da direita e os avanços autoritários do judiciário e a eleição manipulada de Bolsonaro para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise capitalista.

A privataria tucana e a degradação do trabalho: duas faces da mesma moeda.

O movimento Nossa Classe - Metroviários sempre denunciou os ataques privatizantes contra o metrô, tanto da concessão de linhas e obras para capitalistas, como é o caso das linha 5 lilás e o Monotrilho e das “peladadas” e corte de verbas de Alckmin que Dória intensificou ainda mais.

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A terceirização, desde o golpe institucional que levou Temer ao poder e suas reformas draconianas, avançou para além dos serviços de limpeza, e chegou nas bilheterias. As condições precárias e desrespeito às mínimas condições que já ocorriam com trabalhadores da limpeza, em sua maioria mulheres negras, foram generalizadas aos funcionários das bilheterias, como já denunciamos em diversos artigos no Esquerda Diário.

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*Metrô SP: Empresa liderança humilha e explora os trabalhadores de bilheterias terceirizados

*Metroviários do Movimento Nossa Classe apoiam trabalhadores da empresa Liderança

É por isso que defendemos o fim da terceirização, marcada por jornadas exaustivas, salários baixos e desmonte de direitos, que os trabalhadores destas empresas sejam efetivados sem necessidade de concurso público. É preciso acabar com essa divisão que têm como objetivo dividir a força de nossa classe em prol dos lucros dos patrões e seus governos de turno.

Diversas denúncias de corrupção de executivos, acusações de cartéis e da constante precarização e falta de funcionários já resultaram em acidentes - como aconteceu no choque entre dois trens – e morte - com o trágico acidente que tirou a vida do menino Luan no trecho sul da linha 1 e que foi um grande choque para os trabalhadores e para os usuários - além de casos de descarrilamento e diversas falhas que colocam a vida em risco de milhões de trabalhadores que dependem deste serviço.

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Mulheres na linha de frente

A Chapa 4 - Nossa Classe Metroviários tem orgulho de poder afirmar que quase metade dos nossos membros são mulheres, mesmo em uma categoria como a nossa, onde a maioria ainda é masculina. Somos mulheres que estamos na linha de frente nas lutas em defesa de nossos direitos e contra todo tipo de opressão. Nos organizamos na defesa de todas - terceirizadas da limpeza, da bilheteria, jovens cidadãs e aprendizes - . Defendemos que a categoria levante as reivindicações das mulheres e não separe as lutas entre pautas “econômicas” e outras “democráticas”.

A mesma opressão estrutural que nega o direito das mulheres pobres e trabalhadoras a decidirem sobre seus próprios corpos, também garante que postos de trabalho mais precários sejam ocupados principalmente por mulheres, em sua maioria mulheres negras. Com essa perspectiva sempre defendemos a criação de uma subcomissão na CIPAs para a proteção e saúde da mulher, tendo em vista os diversos casos de assédio contra as trabalhadoras - efetivas, terceirizadas, jovens cidadãs e aprendizes - e usuárias. Assim também como somos linha de frente da defesa das pessoas LGBT e contra todas as opressões, como colocamos na campanha em homenagem ao trabalhador Luis Carlos Ruas, assassinado após defender uma travesti de ser atacada por dois homens na noite de natal.

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*Metrô de SP segue negando tratar a saúde e segurança das mulheres na CIPA

*Nossa Classe Metroviários: Chapa 4 responde ao Manifesto de Mulheres Metroviárias

*No meio da multidão, crônica de uma metroviária

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Nossa Classe lutando pela auto organização e uma saída independente dos trabalhadores

Desde os governos do PT o Nossa Classe luta em defesa das condições de trabalho e pela auto organização dos trabalhadores. A concepção de “unidade” que o Nossa Classe defende é a unidade da classe trabalhadora, dos efetivos, terceirizados, jovens cidadãos e aprendizes com as demais categorias de trabalhadores. Também entendemos que no marco de um governo marcado pela perseguição aos lutadores e a organização independente dos trabalhadores, que os setores que se reivindicam do campo da esquerda precisam se unificar em uma ampla campanha contra as perseguições aos lutadores. Por essa razão lançamos um chamado a todas as chapas que concorrem as eleições do nosso sindicato, para encamparmos a defesa do nosso direito de defender as demandas dos trabalhadores e do povo pobre e oprimido.

Pudemos demonstrar um grande exemplo de unidade este ano durante a campanha salarial, onde metroviários buscaram dialogar com a tão sentida demanda da população contra a reforma da previdência. Nos desde o Esquerda Diário colocamos nossas forças para fortalecer essa perspectiva, convocando um twitaço no dia da assembleia que pôde fazer com que a defesa dos coletes vermelhos dos metroviários chegasse ao segundo lugar nos trending topics do Twitter na cidade de São Paulo. Assim também como a batalha que demos por unificar nossa luta com as mobilizações da juventude em defesa da educação que eclodiram nas ruas nos dias 15 e 30 de Maio, e que se não fosse pela política entreguista da CUT e CTB no movimento operário e da UNE no movimento estudantil, que estavam negociando com Rodrigo Maia a entrega de nossos direitos através dos governadores do PT no nordeste, poderíamos ter girado o ponteiro da correlação de forças a nível nacional.

Nos orgulhamos de estarmos junto dos professores do município de São Paulo em sua importante luta no ano passado contra o SAMPAPREV (reforma da previdência à nível municipal); com a juventude contra os ataques de Bolsonaro contra a educação neste ano; e os exemplos mais avançados de luta dos trabalhadores à nível internacional, como na Argentina contra os ajustes de Macri e o FMI e os coletes amarelos na França.

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Nas assembleias do sindicato, nos locais de trabalho, desde a manutenção até as estações, lutamos pela democracia operária, o único meio pelo qual podemos combater a privatização e ataques do metrô. A “unidade” do PCdoB, direção da CTB da chapa 1 do metrô é apertando as mãos e apoiando Rodrigo Maia do DEM, são as assembleias atropeladas e reuniões conciliatórias com a patronal. Mesmo com o entrave das direções que dividem a categoria e a população, separando as reivindicações dos metroviários dos anseios populares e do rechaço aos ataques de Dória e Bolsonaro, ocorreram fortes demonstrações da força que a classe trabalhadora pode ter.

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*Metroviários SP aderem mobilização contra a Reforma da Previdência usando coletes e adesivos

Para isso, é preciso que o sindicato esteja na mão dos metroviários! Para que os exemplos de luta que deram, como na poderosa paralisação do dia 28 de Abril de 2017 ou as diversas greves e campanhas que receberam apoio da população, ganhem força contra a empreitada privatista de Dória e os ataques de Bolsonaro.

*População repudia declarações do Metrô SP e apoia metroviários na Greve Geral do 14J

*Por um Metrô público, estatal e com controle de trabalhadores e usuários

É com esta perspectiva que os trabalhadores organizados no Nossa Classe disputam estas eleições, da mesma forma que atuam no dia a dia, desde a CIPA, assembleias e em cada local de trabalho. Por um metro 100% estatal gerido pelos trabalhadores e à serviço da população trabalhadora e não pelo lucro de meia dúzia de empresários! Para enfrentar os ataques de Dória e Bolsonaro, sem conciliação com os golpistas! Com as mulheres na linha de frente! Contra a privatização, as demissões e perseguições! Apoie e vote Chapa 04 – Nossa Classe Metroviários.




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