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Pandemia | Com ômicron e irracionalidade no combate à Covid-19, mundo bate 3 milhões de casos em 24h

Com 3,28 milhões de novos casos registrados na segunda-feira (10/1), sendo o maior número de toda a pandemia. Foram registradas ainda 6428 novas mortes no dia. Os Estados Unidos são o país com o maior número de casos no dia, com 1,48 milhão.

terça-feira 11 de janeiro | Edição do dia

Fila para fazer teste de Covid-19 no Rio de Janeiro. (Foto: Fernando Brazão/EBC)

Os dados são do projeto Our World in Data. A variante ômicron, mais transmissível, levou que o recorde diário de casos registrados no mundo tenha sido batido 4 vezes nos últimos 8 dias.

A variante ômicron tem atingido os Estados Unidos, país com maior número de mortes no mundo, com bastante força. O país ultrapassou a marca de 136 mil pessoas hospitalizadas por Covid-19, recorde em toda a pandemia, e registra média móvel de cerca de 1700 mortes por dia. Em Nova York, 3 linhas de metrô tiveram o serviço suspenso devido a quantidade de funcionários afastados por causa do novo coronavírus.

Os números da pandemia ocorrem em razão da nova variante, mas também da irracionalidade dos governos e das empresas capitalistas no combate à Covid-19. O período de afastamento do trabalho tem sido reduzido em diversos países, inclusive no Brasil. A distribuição de vacinas segue muito desigual entre os países, com países africanos, em especial, tendo números muito mais baixos que os países ricos. Foram 52,47 milhões de doses aplicadas nesta segunda. Se faz fundamental, portanto, a quebra das patentes e a distribuição igualitária das doses da vacina, que deveriam servir ao combate da pandemia, e não para gerar lucros bilionários para a indústria farmacêutica.

Leia mais: Medidas irracionais e irresponsáveis diante do “tsunami” de contágios nos EUA e Europa

Os testes também tem sofrido escassez, com centros de testagem lotados, tendo filas que chegam a várias horas em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos.

No Brasil, foram registrados 34215 novos casos na segunda-feira, com a média móvel chegando a 36,2 mil, a maior desde julho, além de 111 novas mortes. Os dados no Brasil ainda estão afetados pelo "apagão de dados" que ocorreu nas redes do Ministério da Saúde, em dezembro.




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