JOÃO DORIA

Com medo da paralisação do dia 28, Doria ameaça cortar ponto de servidores

O prefeito de São Paulo e empresário, João Dória (PSDB), declarou em entrevista à Super Rádio AM nesta manhã que a “Reforma da Previdência não afeta ninguém” e que é contra os trabalhadores pararem o país em defesa contra ataques históricos aos seus direitos, ameaçando os servidores da cidade de São Paulo de perderem seu salário nesse dia.

terça-feira 25 de abril de 2017| Edição do dia

“Eu não apoio esse movimento. Funcionários municipais que aderirem terão seu ponto cortado. Se não trabalharem, terão um dia a menos em seu salário”, diz Dória.

João Dória fez sua fama na cidade de São Paulo com base a posições profundamente reacionárias, que levaram a destruição da arte de rua na cidade, a um higienismo contra a população de rua e a uma política de privatização de tudo o que for possível, inclusive cemitérios da cidade.

Provando seu reacionarismo em toda linha, Doria mostrou para São Paulo de que lado ele sempre esteve e que estará nessa sexta-feira, ao lado dos patrões amigos próximos do prefeito, que querem comprar a cidade em detrimento dos serviços à população e das condições de trabalho dos servidores. Doria está do lado dos seus colegas empresários da FIESP que querem que os trabalhadores, os servidores públicos, “paguem o pato”, arquem com os custos da crise que os empresários e patrões criaram.

Não é estranho que agora o prefeito saia com uma ameaça tão séria aos servidores públicos de São Paulo, um corte de ponto cujo objetivo é se enfrentar diretamente com a disposição desses trabalhadores contra a precarização extrema das suas condições de trabalho e direitos e em defesa da sua aposentadoria.

Doria afirma que a Reforma da Previdência não afetará ninguém e que a Reforma Trabalhista é para mudar uma legislação “arcaica e que prejudica o trabalhador”, mentindo descaradamente. Inúmeras categorias de trabalhadores vão parar o país no dia 28 porque sabem que a Reforma da Previdência significará um aumento de no mínimo 10 anos no tempo de contribuição além de uma redução no valor pago ao aposentado. No caso dos servidores públicos de São Paulo, ficará a cargo de Doria e de Alckmin definir como atacarão sua aposentadoria, de modo que, enquanto não estabelecem um modelo, o que vigorará será o mesmo da Reforma da Previdência. Os trabalhadores do país todo, inclusive os servidores de São Paulo, sabem que as leis trabalhistas não são “arcaicas”, pois foi com muito sangue e luta de gerações de trabalhadores que elas foram feitas para proteger o trabalhador da sede de super exploração do patrão que, com a Reforma da Trabalhista, quer que sejamos todos terceirizados, trabalhando 12h por semana em empregos instáveis, rotativos, cumprindo diversas funções para receber uma miséria de salário.

Nesse sentido, os servidores de São Paulo não devem se intimidar com essa ameaça e paralisar nesse dia 28 junto aos demais trabalhadores do país por uma greve geral até Temer cair e as Reformas serem barradas. Ou seja, a luta não pode parar nesse dia 28, mas deve fazer com que Temer e Doria engulam a força dos trabalhadores a seco e sejam obrigados a lidar com uma nova Constituinte imposta por essa luta, que acabe com essa conversa de reformas contra os trabalhadores, e faça desses trabalhadores os sujeitos que irão repensar todo o funcionamento do país e façam com que os capitalistas, os patrões, empresários e banqueiros pagarem pela crise!

A fonte das informações encontra-se aqui.




Tópicos relacionados

João Doria   /    Reforma da Previdência   /    Reforma Trabalhista   /    Privatização   /    São Paulo

Comentários

Comentar