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USP | Com mais de 10 casos de covid-19, trabalhadores do Bandejão Central entram em paralisação devido ao descaso da reitoria

Os trabalhadores do bandejão central da USP entraram em paralisação após os casos de covid-19 entre funcionários na unidade e falta de qualquer retorno por parte da reitoria e da diretoria da unidade mediante essa situação.

quinta-feira 13 de janeiro | Edição do dia

IMAGEM: REPRODUÇÃO

Em meio aos aumentos de contaminações de covid-19 no país e no mundo, devido à emergência da variante ômicron, saudada cinicamente por Bolsonaro e que o Governo de João Doria também tarda para responder efetivamente, a Universidade de São Paulo também passa por casos recentes de contaminação entre seus funcionários, como no bandejão central da USP, onde a categoria segue trabalhando e 10 trabalhadores contraíram essa doença no último período. Os trabalhadores chegaram a buscar os responsáveis da área de alimentação da SAS (Superintendência de Assistência Social) para discutir sobre essa questão e alternativas frente a isso e após não terem nenhum retorno sucessivas vezes, os mesmos decidiram em assembleia paralisar suas atividades desde quarta-feira (12/01).

Algo que pressionou a SAS e a Comissão Assessora da Reitoria a respondê-los, só para dizerem para que os mesmos trabalhem “normalmente”, dado que não se enquadrariam no critério de "contactante próximo" das diretrizes como que a USP não estaria preparada para essa situação e não teria como realizar a testagem aos funcionários, demonstrando claramente como a reitoria não tem a mínima intenção de se responsabilizar e tomar qualquer providência nessa situação, não se importando com a saúde de seus funcionários e arriscando também a dos estudantes, sobretudo os que seguem utilizando o bandejão. Com a paralisação seguindo, os trabalhadores se reuniram novamente com a direção para nova negociação hoje.

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Esses trabalhadores, além de compartilharem o mesmo espaço com dezenas de pessoas, numa unidade onde se circula bastante gente, mesmo com as férias estudantis, também são em sua maioria, trabalhadores de idade avançada e que possuem algum quadro de comorbidade.

Frente a isso, é fundamental cercar de solidariedade essa paralisação esses funcionários, pois é um absurdo que a reitoria e a administração do bandejão sigam com essa postura, no marco dos inúmeros descasos que os funcionários vem sofrendo acerca de sua saúde no trabalho, principalmente os terceirizados, que além de terem sido submetidos a demissões, sequer tiveram EPIs adequados, culminando em dezenas de falecimentos entre essas categorias, e também em meio a recente agravamento de casos no momento.

Em vez de negligenciar essa situação, a reitoria deveria afastar os contaminados sem que os mesmos tenham alguma perda salarial ou de direitos por isso, contratar imediatamente funcionários em unidades de Saúde que administra como o Centro de Saúde e o Hospital Universitário, em meio a precarização constante que passam as unidades e a sobrecarga desses funcionários nessa situação de alta de casos e também garantir a testagem massiva dos funcionários, assim como o próprio Estado tenha que garantir a testagem de toda a população, algo que também não vem sendo implementado pelo Governador Doria, após meses de demagogia em cima do tema da Saúde Pública. Além disso, não aceitaremos nenhuma punição aos trabalhadores que paralisaram e que estejam denunciando essa situação absurda de terem que continuar trabalhando mesmo em meio a essas ocorrências de contaminações.

Veja também a posição sindicato dos trabalhadores da USP (SINTUSP):




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