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PEC186 | Com a nefasta PEC Emergencial, funcionalismo pode ter salário congelado até 2036

Aprovada a PEC Emergencial serão os trabalhadores que pagarão a conta, com um congelamento dos salários do funcionalismo que pode ir até 2036. Para proteger capitalistas a nova PEC emergencial pretende tirar dos pobres para dar aos miseráveis, no fundo deixando todo mundo mais pobre sem resolver a crise econômica.

sexta-feira 12 de março | Edição do dia

Foto: Marcos Brandão/Senado Federal

A PEC 186 que garantirá um auxílio emergencial miserável causará arrocho salarial no funcionalismo público nos estados que gastarem mais de 95% do que arrecadam. O endividamento público fraudulento, como é o caso do Rio Grande do Sul por exemplo, onde já se pagou 3 vezes o valor inicial da dívida pública e agora, devido aos cálculos de agiotagem legalizada, se deve o dobro daquilo que já se pagou, é um poço sem fundo. Quem paga essa conta? No RJ, MG, RN e GO o caso é semelhante.

As trabalhadoras e trabalhadores da educação por exemplo estão com os salários congelados desde 2014 no RS, a perda salarial já foi em mais de 100%, ou seja, o poder de compra reduziu pela metade. Numa projeção inflacionária até 2036 as professoras estarão ganhando o equivalente hoje a 500 reais por mês. Menos do que o auxílio emergencial. Se hoje muitas mães de família professoras passam dificuldade para sustentar suas casas, imaginem em 2036?

É preciso se levantar e exigir que sejam os grandes capitalistas e bancos que paguem o auxílio emergencial, e que esse auxílio seja de 2 mil reais por família, no mínimo. Para que as pessoas tenham as mínimas condições e dignidade de sobrevivier enquanto durar a pandemia. É preciso um grande levante nacional de trabalhadores públicos e privados unidos pela revogação da reforma trabalhista e da previdência, pela quebra do sigilo fiscal de grandes sonegadores e confisco de seus bens, uma taxação de grandes fortunas e pelo não pagamento da fraudulenta dívida pública que é um verdadeiro assalto legalizado pelo capitalismo.

Que grandes centrais sindicais como CUT e CTB rompam com seu silêncio criminoso nesse momento e rompam com a política do PT e do PCdoB em vender ilusões eleitorais para a classe trabalhadora e esperar até para 2022 como se mudando os personagem da política nacional fosse possível resolver a crise capitalista. Só quem pode dar uma resposta a altura dos problemas atuais, econômicos e sanitários, é a classe trabalhadora organizada em cada local de trabalho e moradia para impor que sejam os capitalistas que paguem pela crise que criaram.




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