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SEGURANÇA

Colégios do Salgueiro ficam sem aula por causa de constantes operações da polícia

Segundo relatos, as escolas estão a quatro semanas tendo aulas interrompidas por conta de frequentes operações policiais na região. Número de vítimas vem aumentando, enquanto governo avança na sua política de extermínio.

segunda-feira 11 de novembro| Edição do dia

Os dois colégios estaduais situados no bairro de Salgueiro, São Gonçalo, o CIEP 248 – Professor Túlio Rodrigues Perlingeiro e o C.E. Armando Gonçalves estão há pelo menos quatro semanas sem conseguir ter aula em todos os dias. A razão são as constantes operações policiais que ocorrem no bairro, e que acabam resultando em grande risco para a circulação dos alunos e professores. Segundo informes, o aumento dos tiroteios, que já vinha aumentando ao longo do ano, no último mês chegou a um ponto que beira o absurdo, e que torna completamente impraticável o funcionamento destas escolas.

Isso é um resultado direto do fortalecimento da política de guerras às drogas levada adiante pelo sanguinário governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que nos primeiros nove meses deste ano já aumentaram em 20% o número de homicídios cometidos pela polícia somente na região metropolitana. Enquanto isso o governador cinicamente tenta manobrar as estatísticas dizendo que “a criminalidade diminuiu”. Criminosa é a polícia militar, que executa a juventude negra nas favelas.

Ao longo deste ano, subiu para 21% o número de tiroteios com participação da polícia no entorno de estabelecimentos escolares, com um aumento de 166% de vítimas. Não por acaso, diversas escolas no estado do Rio de Janeiro começaram a colocar cartazes de “escola, não atire” nos telhados, sinalizando aos helicópteros da PM durante seus “vôos da morte”.

Leia mais: Mais de 1300 escolas do Rio de Janeiro foram afetadas por tiroteios da polícia de Witzel

Os setores reacionários que defendem essa mesma política falida de extermínio do povo negro e pobre sob o pretexto de combate as drogas, são os mesmos que muitas vezes atacam o direito de greve dos trabalhadores na educação com a alegação de que “muitos alunos ficarão sem aula”. Agora a realidade mostra a hipocrisia dessa afirmação: muitos alunos, além de ficarem sem aula, estão correndo risco de vida, na barbárie do capitalismo fluminense.

É preciso enfrentar este governo racista e assassino de forma independente através da auto-organização dos trabalhadores e estudantes, em cada local de trabalho e estudo para enfrentar de forma consequente esta situação de terrorismo cotidiano que os capitalistas vêm impondo a todas as famílias que temem pela vida de suas filhas e filhos quando eles saem para estudar todo dia.




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