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Chapa 4 - Nossa Classe: avança uma força no Sindicato dos Metroviários em defesa da independência de classe

segunda-feira 23 de setembro| Edição do dia

No último dia 13, foi finalizado o processo de eleição para o Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A Chapa 4 – Nossa Classe Metroviários se orgulha de ter feito uma grande campanha, conquistando quase 300 votos e o direito a 5 cadeiras na diretoria do sindicato. Com as mulheres na linha de frente, contra os ataques de Bolsonaro e Doria, sem conciliação com os golpistas e independente do PT, em luta contra as burocracias sindicais como CTB, CUT, entre outras, para retomar o sindicato às mãos dos trabalhadores.

A Chapa 4 apresentou à categoria uma plataforma política que se propõe a organizar os metroviários contra o golpismo e o autoritarismo judiciário que querem implementar ataques ainda mais ferozes aos trabalhadores e o povo pobre. Que para os metroviários hoje significa precarizar as condições de trabalho, arrochar os salários, degradar os serviços prestados à população, preparando a empresa para a privatização entregando-a a sede de lucro dos capitalistas.

No sentido de unificar as lutas dos metroviários a de todos os trabalhadores do país reivindicamos a utilização dos coletes vermelhos contra a reforma da previdência durante a campanha salarial desse ano que ganhou apoio e simpatia da população, nos dando forças para derrotarmos os ataques de Doria a nosso acordo coletivo.

Em meio a esta ofensiva contra os metroviários, nós da Chapa 4 fizemos um chamado a todas as chapas concorrentes por uma campanha contra a repressão aos metroviários, que no último período foram alvo de covardes perseguições com demissões absurdas, punições arbitrárias como advertências e sindicâncias aos funcionários, ativistas, membros da CIPA e da diretoria do sindicato.

Buscamos a todo momento defender a unidade da nossa classe levantando a necessidade da mais ampla frente única operária ligando essa política a denúncia do papel traidor das burocracias sindicais que negociam nossa aposentadoria com Rodrigo Maia. Como a Força sindical e a UGT que traíram a greve geral do dia 14 de junho, e até mesmo com a conivência da CUT e CTB, enquanto os governadores do PT e PC do B no Nordeste defenderam a ampliação da reforma da Previdência para seus estados.

Temos orgulho das batalhas que demos na categoria ao longo desse ano, como na luta contra a demissão do operador de trem Joaquim e a implementação da escala noturna; pela unidade com a juventude e os ataques à educação para fortalecer a luta contra a reforma da Previdência; e também sempre revelando à categoria o papel traidor das burocracias sindicais, chamando a esquerda para exigir conosco que as centrais sindicais parassem de negociar nossos direitos (veja mais aqui, aqui e aqui). Batalhas que permitiram nos apresentarmos como a única alternativa política que ao mesmo tempo que combateu o golpismo, a lava jato e a extrema direita, manteve independência do PT sem prestar nenhum apoio político a esse partido e não se adaptou à burocracia sindical quando ela traiu a luta dos trabalhadores.

Uma corrente em metroviários com as mulheres na linha de frente

Temos orgulho de poder ter apresentado uma chapa composta quase que a metade por mulheres. Esse resultado não é mera casualidade, mas sim, a expressão de anos de luta e defesa abnegada das demandas das mulheres na nossa categoria, como na defesa da criação da subcomissão da saúde da mulher na CIPA, na luta contra o assédio; pela efetivação sem concurso das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados – em sua maioria mulheres negras - , pela necessidade de levantarmos em nossa categoria a luta pelo direito ao aborto legal garantido pelo SUS, assim também como o direito à maternidade com creches nos locais de trabalho, espaços próprios para amamentação, ampliação das licenças paternidade e maternidade etc. Um debate de extrema importância que se expressou em nossa categoria nessas eleições a partir de um manifesto de metroviárias, o qual fizemos questão de responder e dialogar com as companheiras que assinaram (leia nossa resposta na íntegra aqui)

Precisamos unificar todas estas lutas com a necessidade de nos organizarmos contra o Bolsonarismo e sua misoginia. Este 28 de setembro - dia latino americano e caribenho de luta pela legalização do aborto – propomos as metroviárias e metroviários construir junto com o Nossa Classe e Pão e Rosas um grande bloco por esse direito elementar.

Uma campanha a plenos pulmões, com apoio da juventude e de diversas categorias pelo país!

Buscamos expressar nesta campanha o apoio que recebemos de distintos setores e categorias, como tendo os companheiros da Juventude Faísca junto conosco nas passagens nas estações, panfletagens, atuando como mesários e fiscais, assim como recebendo saudações de companheiros de outros estados e categorias que constroem nacionalmente o Movimento Nossa Classe:

Professores estaduais e municipais:

Trabalhadores da Universidade de São Paulo:

Juventude Faísca em todo o país:

Veja mais apoios aqui

Pela construção de uma corrente militante em metroviários, em defesa dos nossos direitos e da classe trabalhadora de conjunto!

Agradecemos a todos os trabalhadores que apoiaram as nossas ideias depositando seu voto na nossa chapa nestas eleições. Seremos uma minoria no sindicato para levar a frente essas posições e pra isso contamos com o apoio de todos que votaram em nós. A Chapa 1 obteve 45% dos votos, Chapa 2 teve 24,48% e a Chapa 3 ficou com 22,84%. Com isso, a ala majoritária da diretoria de nosso sindicato segue sendo a CTB/CUT. Achamos muito importante e insistimos na exigência que levantamos na nossa carta, por uma campanha unificada contra a repressão e que apesar de, como já apontamos, considerarmos que os setores das chapas 2 e 3 não tem sido alternativa à burocracia, insistimos também no chamado a que tomem pra si essa exigência pra impor essa campanha à burocracia, pois isso é uma necessidade de todos os metroviários. Fazemos também um chamado a todos para que sigam apoiando e construindo o Movimento Nossa Classe, sendo parte da construção de uma corrente militante em metroviários e demais categorias no país, que se coloque contra o golpismo, contra a prisão arbitrária de Lula sem nenhum apoio ou confiança política no PT e em defesa de nosso direito à organização e luta, na batalha por recuperar o sindicato para as mãos dos trabalhadores e trabalhadoras.




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