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CPI DA COVID | Carlos Wizard, bilionário bolsonarista membro do "ministério negacionista", se cala na CPI

Carlos Wizard se apoiou na decisão do ministro Barroso, para silenciar em seu depoimento na CPI. O bilionário bolsonarista foi convocado para esclarecer sua participação no "gabinete paralelo" que aconselhava o presidente, além de suspeitas de envolvimento na negociação superfaturada da compra da vacina Convidecia, com a empresa CanSino.

quarta-feira 30 de junho | Edição do dia

Após uma fala inicial na CPI, o empresário Carlos Wizard comunicou que ficará em silêncio durante o resto da oitiva, se apoiando na decisão do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Convocado para esclarecer sobre sua participação no chamado "gabinete paralelo", que aconselhava o presidente sobre a conduta em meio a pandemia, o empresário alegou que "Se porventura esse gabinete paralelo existiu, eu mais tomei conhecimento ou tenho informação a respeito. Jamais foi convocado, abordado, para participar de qualquer gabinete paralelo, é mais a pura expressão da verdade", afirmou Wizard, que alegou ainda não ter tido qualquer encontro particular com o presidente Jair Bolsonaro.

Defensor do tratamento precoce, Wizard, também fugiu do assunto dizendo que havia uma "compreensão sobre o uso de alguns medicamentos", mas que com o passar do tempo e aprofundamentos dos estudos, hoje existem "posições contrárias" a esse método.

Carlos Wizard, junto com Luciano Hang, foram dos empresários que mais batalharam para que o Congresso liberasse a compra pelas empresas privadas de imunizantes. Wizard e Hang entraram com pedido na Anvisa para autorização de uso no Brasil do imunizante Convidencia, da CanSino, de fabricação chinesa. O contrato de intenção de compra dessa vacina pelo governo está agora sob investigação por apresentar os mesmos indícios de superfaturamento, com custo de US$ 17 seria a vacina mais cara a ser adquirida pelo governo, além de também possuir um intermediário, a empresa Belcher sediada em Maringá (PR) reduto do deputado Ricardo Barros, envolvido em outras suspeitas em torno da aquisição de vacinas.

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Com informações Agência Estado




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