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PERSEGUIÇÃO POLÍTICA | CBTU em MG ameaça demitir diretor sindical por lutar pelas medidas de segurança sanitária em meio à pandemia

O metroviário e diretor sindical do Sindmetro-MG, Pablo Henrique, é alvo de perseguição política e de práticas anti-sindicais por parte da direção da CBTU em Belo Horizonte. Ele corre o risco de perder seu emprego devido a perseguição autoritária da empresa contra os trabalhadores. Não aceitamos nenhuma perseguição. Retirada imediata das acusações arbitrárias contra Pablo Henrique!

Flavia ValleProfessora, Minas Gerais

quinta-feira 28 de janeiro | Edição do dia

Foto: o metroviário Pablo Henrique. Sindicato dos rodoviários de Recife e RMR

A perseguição anti-sindical ao metroviário Pablo Henrique teve início no ano passado, ao longo da pandemia. Os metroviários em Belo Horizonte batalharam para garantir os cuidados sanitários nas jornadas em escala reduzida dos trens, que foi estabelecida pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) em acordo com a categoria. A manutenção dos serviços de transporte urbano foi uma demanda defendida pelos metroviários como parte de garantir o funcionamento dos serviços essenciais em meio à pandemia para atender à população.

Porém, a empresa não apenas descumpriu o acordo como passou a impor um cotidiano de assédio moral e ameaças aos trabalhadores - práticas que foram denunciadas pelo Sindmetro-MG. E em mais uma ação anti-sindical a empresa saiu em uma caça às bruxas e escolheu Pablo Henrique como alvo de suas ações arbitrárias. Mudou autoritariamente o diretor sindical de seu setor de trabalho na manutenção dos trens como uma tentativa de isolamento, expressando uma nítida de perseguição política. Esse assédio foi novamente denunciados em uma live do Sindmetro-MG.

Em mais uma ação de perseguição descarada a direção da CBTU entrou arbitrariamente com pedido de demissão por justa causa, acusando Pablo Henrique de haver ferido a honra dos diretores da CBTU pelo fato de haver denunciado os assédios e práticas intimidatórias por parte da empresa.

Essa perseguição é a cara do governo autoritário de Bolsonaro, que junto à justiça golpista e ao STF arbitrário vem assumindo práticas de perseguição política a diretores sindicais que são contrários aos planos de ajustes e venda de empresas públicas. Isso acontece também na Petrobrás, nacionalmente, e apenas na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, são quatro petroleiros e dirigentes sindicais perseguidos pela direção da empresa.

Nessa semana, no dia 25/01, foi realizado um ato virtual “Em defesa de Pablo Henrique, contra a perseguição da CBTU em MG”, que contou com a presença de dezenas de representantes de movimentos sindicais e políticos. E de forma vergonhosa a audiência marcada para o dia 26/01 foi adiada sem aviso prévio, expressando mais um abuso contra os trabalhadores.

Abaixo a perseguição política no metrô de Belo Horizonte! Retirada imediata de todas as denúncias contra Pablo Henrique!




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