Sociedade

Brasil país do desemprego e recordista de depressão

Dados da OMS apontam que a porcentagem de depressivos no Brasil ultrapassa a média mundial. Além disso, países periféricos concentram os maiores índices dos que sofrem da doença.

quinta-feira 23 de fevereiro de 2017| Edição do dia

No Brasil, cerca de 5,8% da população sofre depressão. Este índice supera a média de países como Cuba (5,5%), Paraguai (5,2%), Chile e Uruguai (5%). Todos esses acima da média mundial de 4,4%.

Mundialmente as mais afetadas são as mulheres. De toda a população feminina mundial, 5,1% é afetada pela depressão, enquanto entre os homens a taxa é de 3,6%.

Ansiedade

Não só a depressão afeta com força os brasileiros, mas também a ansiedade. Nesse caso os números são ainda mais graves. Apesar de a taxa de ansiedade ser menor que a de depressão a nível mundial, 9,3% da população do Brasil sofre algum tipo de transtorno de ansiedade.

Os números também são escandalosos no resto da América Latina e no Sudeste Asiático, apenas essas duas regiões concentram quase metade dos casos de ansiedade no mundo.

Um problema social.

Esses números evidenciam duramente a realidade. São plenamente compatíveis com as populações mais oprimidas pelo sistema capitalista. Tanto se tratando das regiões mais afetadas pelo imperialismo quanto pela opressão machista que afeta as mulheres do mundo todo.

Hoje no Brasil são mais de 12 milhões de desempregado, a maioria mulheres, jovens e população preta. Nos países periféricos, principalmente, populações inteiras sofrem com uma intensa exploração em trabalhos precários e subemprego. Em uma sociedade em que a burguesia dita as regras, os trabalhadores se sujeitam a pesadas opressões como única forma de sobrevivência.

As mulheres muitas vezes enfrentam duplas jornadas de trabalho, pois além de trabalhar, precisam cuidar sozinhas da vida doméstica. Como se isso não bastasse, são vítimas de constantes assédios incentivados por culturas machistas.

O capitalismo se expressa cotidianamente como principal algoz da humanidade. Os números de vítimas de depressão e ansiedade só vão aumentar enquanto esse regime de opressão e exploração não acabar.




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