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Bolsonaro veta atendimento de psicólogos e assistentes sociais nas escolas

Seguindo linha de ataque à educação, desde os cortes de 6 bilhões e a tentativa de privatização das universidades, com o Future-se, Bolsonaro veta o projeto de lei PLC 60/2007, que foi aprovado no Senado em setembro e aguardava sanção presidencial.

quinta-feira 10 de outubro| Edição do dia

O projeto de lei prevê a presença obrigatória de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, desde a educação básica até o ensino médio. Com apoio de Weintraub, ministro e inimigo da educação e Luiz Mandetta, ministro da saúde que defende o fim da gratuidade do SUS, Bolsonaro argumenta que o projeto trará despesas sem indicar uma fonte de receitas e impactos no orçamento. Enquanto isso, o presidente implementa projeto de militarização de mais de 200 escolas, que, para se adequar, receberão 1 milhão cada e militares de reserva para estruturá-las.

Vetar a presença de psicólogos e assistentes estudantis nas escolas significa dificultar a permanência estudantil nestas, que já possuem uma taxa de evasão altíssima, com escolas sucateadas que, além de muitas que estão caindo aos pedaços, não possuem biblioteca, acesso à internet, pátio, quadras esportivas e nem laboratório de ciências. Também significa não ter a mínima importância com a saúde mental dos alunos que passam por absurdos em sua vida cotidiana dentro e fora da escola, com seus pais e responsáveis muitas vezes em empregos precários e tendo que trabalhar o dia inteiro para conseguir sustentar sua família.

O veto é mais um dos absurdos desse governo inimigo da educação e da classe trabalhadora que segue cumprindo com seu objetivo de criar de uma massa de mão de obra sem educação, ou com uma educação precarizada e sem prensamento crítico, para serem superexploradas, e sofrendo com as reformas trabalhista e da previdência.




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