Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Bolsonaro terá que aprovar reforma da previdência mais dura que Temer, segundo diretor do IPEA

O diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) afirmou que a tarefa número 1 da agenda do presidente eleito, Jair Bolsonaro, será aplicar a reforma da previdência ainda mais violenta que a de Temer. A reforma é o principal ataque que os capitalistas querem passar sobre os trabalhadores, que serão fadados à trabalhar até a morrer.

quinta-feira 20 de dezembro de 2018| Edição do dia

O diretor-adjunto de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marco Antonio Cavalcanti, defendeu que o governo corra para aprovar em 2019 a reforma da Previdência, se apoiando na popularidade do presidente eleito, Jair Bolsonaro. A reforma da previdência é o principal ataque que os capitalistas querem passar sobre os trabalhadores, que serão fadados à trabalhar, quase que literalmente, até a morrer.

"À medida que o tempo passa, fica mais difícil aprovar a Reforma da Previdência e cresce o custo para o País", disse o economista. As contas recém aprovadas para o orçamento de 2019 e o governo escolhido a dedo por Bolsonaro evidencia que o projeto neoliberal de ajustes e reformas de Bolsonaro fará com que cada trabalhador pague pela crise capitalista: latifundiários, parlamentares da bancada ruralista, figuras religiosas e reacionárias, empresários e militares.

Desde de 2017, o governo do golpista Michel Temer tentou aplicar a "mãe de todas as reformas", comprando deputados gastando bilhões do dinheiro público. Entretanto, os economistas da burguesia, frente ao crescimento fajuto da economia já afirmam que a reforma proposta por Temer é insuficiente e querem ir além, com uma reforma que retire ainda mais direitos dos trabalhadores em nome do pagamento da dívida pública e da manutenção dos lucros dos patrões.

O diretor de Macroeconomia do instituto, José Ronaldo de Castro, propõe mudanças na regra de abono salarial, para limitar o benefício aos trabalhadores que receberam até um salário mínimo no período de referência e alterações na regra de correção do salário mínimo. Além disso, também afirmou que a reformas previdenciárias deveriam ser feitas tanto na instância de Estados quanto municípios. Em São Paulo, o atual prefeito Bruno Covas, avança contra os servidores para tentar aplicar o Sampaprev, uma reforma da previdência ainda mais violenta que a de Temer, iniciado por Doria. No início deste ano, Doria tentou aplicar em São Paulo a reforma da previdência e foi duramente derrubado pelos professores, que paralisaram quase todas as escolas e foram as ruas em atos massivos.

Eleito às custas de milhares de fake news impulsionadas via whatsapp, atacando os jornais que denunciavam o apoio milionário que empresários deram à sua campanha, Bolsonaro escondeu e tenta ainda hoje esconder a verdadeira face de seu projeto de governo neoliberal de ataques à classe trabalhadora. É preciso se apoiar na força dos trabalhadores para derrotar os ataques de Bolsonaro: que as centrais sindicais rompam com seu imobilismo que permitiu a aprovação da reforma trabalhista, organizando os trabalhadores levando sua força às ruas. Resgatando a luta vitoriosa dos professores municipais de São Paulo, que barraram Doria e sua reforma da previdência, construamos milhares de comitês de base por todo país para derrotar Bolsonaro, seu projeto de governo de ajustes e ataques contra os trabalhadores e o povo pobre.




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