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Orçamento 2022 | Bolsonaro faz corte milionário no combate ao desmatamento para favorecer o agronegócio

O Orçamento da União para 2022 divulgado nesta segunda (24) teve um corte de 8,6 milhões de reais em verbas para o combate e controle do desmatamento. Maior parte do corte foi especificamente ao orçamento do Ibama.

segunda-feira 24 de janeiro | Edição do dia

Nesta segunda (24), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) novos cortes no orçamento da União para este ano. Entre os itens que estão na mira do governo Bolsonaro está o combate ao desmatamento, que sofreu um corte de R$ 8,6 milhões em verbas que seriam utilizadas na prevenção e no controle de incêndios florestais em áreas federais prioritárias.

Esse corte milionário de recursos foi feito especificamente no orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Bolsonaro também fez mais um corte no orçamento do Ibama, de R$ 4,3 milhões, na rubrica Gestão do Uso Sustentável e Recuperação Ambiental. No Diário Oficial, Bolsonaro afirma, sem dar justificativa para esses e outros vetos, que decidiu vetar parcialmente o orçamento por considerar inconstitucional e contrariar o interesse público, após ouvir o Ministério da Economia.

Entre os demais cortes no orçamento anunciados hoje, está o enorme corte na educação, que foi vetado por R$ 802 milhões no Ministério da Educação e R$ 499 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Além de mais cortes na CNPq e entre outros programas de formação, capacitação e fixação de recursos humanos para o desenvolvimento científico.

Veja: Orçamento de 2022 tem corte na Educação e a reajuste salarial para policiais

Os cortes que Bolsonaro está aplicando são criminosos. Particularmente o combate ao desmatamento é algo draconiano. Desde o início de seu governo em 2019, as queimadas na Amazônia e no Pantanal aumentaram drasticamente. Muitos dos incêndios foram iniciados de forma criminosa por madeireiros, garimpeiros e setores do agronegócio. Setores que são base de Bolsonaro. Em outras palavras, o presidente quer seguir passando o pano e favorecendo a barbaridade que esses setores fazem destruindo a natureza em prol dos seus interesses de aumentar cada vez mais os seus lucros.




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