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Bolsonaro e golpista Michel Temer fazem demagogia com a tragédia no Líbano

segunda-feira 10 de agosto| Edição do dia

Bolsonaro anunciou neste domingo (9) seu convite ao Temer para comandar a “missão humanitária” no Líbano. A combinação da equipe é digna de repugnância e bastante representativa do regime herdado do golpe de 2016: o golpista e inimigo da classe trabalhadora Michel Temer e seu sucessor negacionista Bolsonaro, que dá de ombros às 100 mil mortes de brasileiros por COVID-19 enquanto dá seguimento aos ataques que Temer encabeçou.

Desde que Michel Temer foi acusado pela Lava Jato está teoricamente proibido de deixar o Brasil. Por isso Temer aguarda o aval da Justiça, aliada profunda do golpe de 2016 que levou Temer à presidência, para saber se poderá ir ao Líbano. O golpista já conseguiu o aval da Justiça anteriormente em dois casos, quando foi dar palestras em universidades fora do país.

Bolsonaro e Temer são velhos parceiros do Golpe Institucional. Enquanto Temer tramou para assumir o governo que era de Dilma Rousef, Bolsonaro bradava seus urros autoritários elogiando o torturador Brilhante Ustra na Câmara de Deputados, durante a votação do golpe institucional com o impeachment de Dilma. Ambos sabem muito bem como transitar no centrão: distribuição de cargos, privatizações, ataques às universidades, repressão através de decretos de Garantia de Lei e Ordem. Quando Bolsonaro assumiu, já pegou a máquina estatal preparada para a repressão e o avanço contra os trabalhadores. São farinha do mesmo saco, ligados à corrupção, subordinação aos EUA e aos capitalistas do Brasil.

Por sua vez, Temer aceitou o convite de Bolsonaro e disse sentir-se “honrado”. Certamente a “honra” que carregam Temer e Bolsonaro é a de terem sido peças fundamentais para o golpe de 2016, levando a frente os ataques mais duros aos trabalhadores, como a EC 95 do Teto de Gastos, Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, etc. E agora encaminham-se cinicamente nessa missão humanitária ao Líbano como se estivessem ao lado da população libanesa. Mas a verdade é que a política anti-trabalhador do ex-presidente Temer e do governo militarizado de Bolsonaro e Mourão está muito mais do lado do governo libanês, responsável pela explosão em Beirute já que sabiam do armazenamento incorreto de nitrato de amônio há pelo menos 6 anos.

O povo do Líbano sofre uma crise brutal há décadas e é reprimido nas ruas pelos responsáveis desta catástrofe, o governo Libanês. Dos autoritários Bolsonaro e Temer, nada de bom pode vir, no contexto de um governo que se posiciona contra os povos árabes, aliado a ditaduras sangrentas e ao Estado Sionista de Israel, repressor dos palestinos e do povo árabe em geral.




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