Sociedade

COLAPSO EM MANAUS

Bolsonaro e Pazuello pedem calma enquanto população de Manaus morre sem oxigênio

Em live que foi ao ar nesta quinta (14), Bolsonaro e Pazuello pedem calma enquanto pacientes de alas inteiras de hospitais em Manaus morrem por falta de oxigênio.

sexta-feira 15 de janeiro| Edição do dia

Diante de um novo colapso no sistema de saúde de Manaus, onde o próprio Ministro da Saúde admite uma fila de 480 pacientes por um leito na capital, as declarações de que a umidade do ar e a falta de “tratamento precoce” seriam os principais fatores agravantes da tragédia que está em curso, são estarrecedoras.

“No período chuvoso, a umidade fica muito alta e você começa a ter complicações respiratórias. Então é um fator”, disse Pazuello. Enquanto isso o que se vê é um verdadeiro abandono do sistema de saúde que, sem oxigênio, não só entrega à própria sorte os pacientes de Covid-19, como tantos outros que precisam desse recurso para sobreviver em situação de emergência.

Pazuello ainda falou sobre a falta de estrutura e pessoal especializado, da rede que seria a menor do país em termos percentuais. Em outro momento, falando sobre imunidade o ministro falou que é preciso estar "de bem com a vida" para fortalecê-la. O que o ministro não fala é sobre a atuação sistemática de seu governo para aprofundar o desmonte do SUS em todo o país, que chegou a apresentar a absurda proposta de privatização das UBSs, que só foi revogada por conta da enorme pressão social contrária.

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A justificativa para a falta de oxigênio é que a empresa fornecedora da região não deu conta da demanda, o que poderia facilmente ter sido resolvido com o envio de outras regiões, já que o país inteiro acompanhou a barbárie do momento de colapso anterior em Manaus. O governador de Manaus, Wilson Miranda Lima (PSC), que como dezenas de outros Estados desmontou seus hospitais de campanha acelerando a “normalização” no Estado, é igualmente responsável pela tragédia.

A tragédia que acontece hoje em Manaus é muito mais do que pelo vírus, é um retrato da barbárie capitalista, do projeto de abandono dos serviços públicos resultado de um regime do golpe e deste governo Bolsonaro em especial.




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