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EQUADOR

Bolsonaro e Macri, com a benção de Trump, declaram apoio ao presidente do Equador

Sete países da América Latina, entre eles Brasil e Argentina, declaram apoio ao presidente do Equador, Lenin Moreno, em resposta à "ofensiva" de Maduro no país. A classe trabalhadora latinoamericana deve batalhar por uma saída com independência de classe.

terça-feira 8 de outubro| Edição do dia

Sete países latino-americanos anunciaram nesta terça-feira, 8, seu "firme apoio" ao presidente equatoriano, Lenín Moreno, e rejeitaram "toda ação" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e seus aliados para desestabilizar o Equador, que enfrenta grandes protestos em meio a altas nos preços do combustível.

"Os governos de Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Peru e Paraguai manifestam seu profundo rechaço a toda tentativa de desestabilizar os regimes democráticos legitimamente constituídos e expressam seu firme apoio a todas as ações empreendidas pelo presidente Lenín Moreno", diz a nota divulgada em Bogotá pelo Ministério de Relações Exteriores.

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Os sete países também condenaram qualquer influência de Maduro - ao qual se opõem - e seus aliados para desestabilizar o governo equatoriano. "(Os governos) rejeitam toda ação destinada a desestabilizar nossas democracias por parte do regime de Nicolás Maduro e dos que buscam estender os alinhamentos de sua nefasta obra de governo aos países democráticos da região", indicaram.

Na segunda-feira, Moreno acusou Maduro e o ex-presidente equatoriano Rafael Correa, seu ex-padrinho político, de estarem por trás de um "plano de desestabilização" para tirá-lo do poder.

Em contra partida, não podemos oferecer nenhum apoio à Maduro, que avançou contra a classe trabalhadora venezuelana em um projeto de ataques e reformar, para precarizar e aumentar a miséria da classe trabalhadora e da população.

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Nesta madrugada, o presidente equatoriano se viu obrigado a transferir a sede de seu governo de Quito para Guayaquil depois de milhares de manifestantes cercarem o palácio presidencial.

O respaldo do grupo de países latinos se une ao manifestado na segunda-feira pelos Estados Unidos, aliado de Moreno.

Bolsonaro e Piñera, presidente do Chile, enfrentam duras quedas em suas popularidades, junto à derrota de Macri na Argentina, expõe que parte dos projetos da extrema-direita profundamente ligada ao Trump, está experimentando uma derrocada. O apoio que prestam à Moreno e também à Guaidó são simbólicos, buscando forças de apoio para subordinar os países da América Latina aos interesses do imperialismo estadunidense.

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A classe trabalhadora equatoriana, bem como dos demais países que vem enfrentando o avanço de governos de extrema-direita, que se mostram política e economicamente alinhados aos EUA, bem como aos trabalhadores venezuelanos, que colhem a miséria organizada pelo chavismo e pelo Maduro, uma vez que o fracasso do projeto chavista acabou facilitando toda essa ofensiva reacionária desatada pelo imperialismo e pela extrema-direita populista em todo continente, precisam de uma saída com independência de classe.

A classe trabalhadora precisa organizar-se de maneira independente destes governos e para que possa enfrentar todas as medidas de ajustes, impor um programa operário, que se proponha a combater os projetos neoliberais que querem fazer com que sejam os trabalhadores e os setores oprimidos que paguem pela crise.




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