Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Bolsonaro declarou, para a surpresa de ninguém, que reforma da previdência é carro chefe de seu governo

O presidente afirmou de maneira demagógica, em artigo publicado no Valor Econômico, que sua proposta da reforma da previdência é “inclusiva” e trará “paz social” aos cidadãos brasileiros.

quarta-feira 20 de março| Edição do dia

Foto: MANDEL NGAN AFP
O artigo do Valor Econômico foi publicado hoje, 20 de março, nele Jair Bolsonaro defende de maneira descarada a reforma da previdência, a declarou como o “carro-chefe” de seu governo e que colocará “todo esforço para que seja concluída e aprovada o quanto antes”, pois - em suas palavras - dela depende que a saúde econômica não entre na “UTI da crise social”.

A proposta da reforma da previdência foi encaminhada mês passado ao Congresso e trata de mudanças nas aposentadorias de trabalhadores de empresas privadas e funcionários públicos civis. É esperado que seja enviada hoje o projeto que trate das reformas referente aos militares, para que assim seja dado início a tramitação da reforma no congresso.

No artigo “O caminho das reformas”, Bolsonaro declarou que o debate sobre a reforma está mais madura na sociedade e que tem confiança de que ela será aprovada. Junto a reforma trabalhista e a reforma tributária o presidente declara que a reforma da previdência trará “paz social e bem-estar” ao povo brasileiro.

Ainda diz que a reforma é “uma proposta inclusiva e ampla” e que vai “pôr fim às injustiças históricas”. E segue dizendo de maneira mentirosa que quem ganha mais contribuirá com mais. “Hoje, os trabalhadores de menor renda, a maioria esmagadora, são obrigados a custear, com suas contribuições previdenciárias, as aposentadorias de uma minoria privilegiada”, diz.

Bolsonaro continua de maneira mentirosa dizendo que os gastos com Previdência são “o ator principal desta telenovela chamada desequilíbrio fiscal” e que sem essa reforma os beneficios desta e das futuras gerações estarão ameaçados.

No artigo segue citando um estudo do Ministério da Economia que considera o cenário de desaprovação da reforma, e que nesse cenário o crescimento do PIB seria inferior a 1% em 2019, apontando para a possibilidade de que o país entre em recessão em 2020 no segundo semestre, “caminhando para perdas comparáveis às ocorridas entre 2014 e 2016”. Já, diz ele, se for aprovada a reforma da previdência, a expansão de 3,3% em 2023.

E segue dizendo que como retorno do equilíbrio fiscal virão investimentos a longo prazo, maior número de empregos e renda. Trata-se, segundo o governo, de uma sinalização positiva dos investidores, que já foi demonstrada no leilão de 12 aeroportos, semana passada, no valor de 2,37 bilhões. E arremata dizendo que a reforma criará um ambiente de confiança para os próximos leilões, ou seja para avançar ainda mais a política de privatização e venda do Brasil aos países imperialistas.

Mas uma coisa é certa, se as centrais sindicais continuarem com sua politica de imobilismo da classe trabalhadora essa reforma e todas as mentiras que diz o governo Bolsonaro serão, sim, aprovadas. Os trabalhadores não podem aceitar trabalhar até morrer. É preciso que as centrais sindicais transformem o dia 22 de março em um dia de luta e tirem junto as suas bases, em cada local de trabalho e estudo um plano de luta pra barrar mais essa reforma e resistir aos ataques do governo Bolsonaro.




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