Educação

CORTES NA EDUCAÇÃO

Bolsonaro congela R$105 milhões que seriam destinados à educação básica

Se aprofundam os cortes do governo Bolsonaro na educação também na educação básica, que dizia ser prioridade, e até usava como justificativa para cortar do ensino superior. Bolsonaro está segurando R$105 milhões que prometeu para a implementação da Base Nacional Comum Curricular.

terça-feira 17 de setembro| Edição do dia

Em julho deste ano, o MEC já tinha esvaziado ações como apoio à educação integral, construção de creches e alfabetização, segundo a Folha de São Paulo. Os R$105 milhões estavam previstos para este ano, sendo que R$58 milhões já estavam empenhados desde 2018, R$30 milhões foram incrementados em abril e R$17 milhões seriam destinados para bolsas de especialistas.

Essa seria a única agenda positiva do governo, inclusive por ser de interesse da extrema-direita, já que a BNCC é o que define os direitos de aprendizagem dos alunos da educação básica e abriria caminhos para a implementação da Reforma do Ensino Médio. A falta do repasse atrasa o cronograma de construção de currículos estaduais.

A BNCC foi um campo de disputa em que o golpismo e sua herdeira, a extrema-direita, batalharam para a implementação da garantia da implementação da Reforma do Ensino Médio com objetivos privatistas, de esvaziamento e deformação das escolas, impondo o ensino à distância, a retirada de disciplinas fundamentais da grade curricular e passando 40% da carga horária dos alunos para fora das instituições de ensino públicas.

O golpismo e a extrema-direita promoveram essas medidas para também calar professores e alunos com o Escola Sem Partido.

No estado de São Paulo, por exemplo, o governador João Dória (PSDB) lançou um programa chamado Novotec, que visa preparar a rede paulista para a implementação da reforma do Ensino Médio aprovada durante o governo golpista de Michel Temer.

Veja mais: Como o governo Doria está implementando a BNCC na rede estadual paulista?

Bolsonaro não está preocupado com os estudantes, ele quer destruir as universidades pública, atacando a produção de conhecimento com os cortes de bolsas, e a educação de conjunto. Ao lado dele está Weintraub, com o “Future-se”, que busca entregar a administração das universidades nas mãos corruptas e privatistas das Organizações Sociais, além de transformar o ensino público em uma mercadoria especulativa nas bolsas de valores.




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