Política

SERVILISMO

Bolsonaro bajula empresários, seus “heróis”, e reafirma compromisso contra os trabalhadores

Com a subserviência que lhe é característica, Bolsonaro discursa a favor do lucro dos patrões acima de tudo, a quem não quer atrapalhar, e defende a reforma da previdência.

terça-feira 21 de maio| Edição do dia

Bolsonaro nunca escondeu realmente que seu governo é um governo para agradar aos capitalistas, atacando os trabalhadores o máximo que puder para garantir seus lucros. Mas é claro que quando discursa para as massas, que incluem também trabalhadores, muitos dos quais seus eleitores, o foco é o discurso vazio da “nova política” (cara de pau de uma família que vive e enriquece há 30 anos através dos esquemas da velha política), ou os ataques ideológicos contra a esquerda ao mesmo tempo que alimenta o senso comum de moral religiosa para ganhar as famílias proletárias.

No entanto, quando está frente a frente com quem realmente seu governo responde, o discurso chega a ser infantil de tão didático.

Em evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), o presidente foi homenageado por empresários de quem recebeu uma Medalha do Mérito Industrial do Rio de Janeiro, e discursou para eles de forma servil (afinal, esse é o seu mérito, o servilismo). Chamou os empresários de “heróis” e prometeu que seu governo quer em primeiro lugar não atrapalhá-los. O que “atrapalha” os “heróis” são os míseros direitos trabalhistas, os parcos salários, e a pouca segurança no trabalho que os trabalhadores ainda conseguem ter, e claro, a Previdência.

Sendo assim, naturalmente o discurso teve que reafirmar o compromisso com a Reforma da Previdência, tão cara a seus heróis. Num momento em que Bolsonaro dobrou suas apostas contra o Congresso, com o texto que compartilhou na sexta-feira atacando o conjunto das instituições, ele precisa consolidar o apoio de suas bases sociais, por isso a bajulação ao empresariado, maior beneficiário de seu projeto autoritário e contra os trabalhadores. Enquanto possui aprovação de meros 35% da população, entre o empresariado sua aprovação cresce para 59%, numa mostra de que para seu benefício próprio os empresários podem estar dispostos a bancar o blefe de Bolsonaro contra as instituições.




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