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CORONAVÍRUS

Bolsonaristas convocam carreatas defendendo a exploração dos patrões durante a pandemia

A base bolsonarista se movimenta no sentido dos pronunciamentos do presidente e se mobilizam em diversos estados para exigir a reabertura dos comércios.

sexta-feira 27 de março| Edição do dia

imagem: passeata do dia 15 contra o congresso e o STF e à favor do governo

Ontem, em live, Bolsonaro mais uma vez afirmou o negacionismo e a propagação de fake news em relação ao coronavírus. Para se contrapor à política dos governadores e prefeitos, usou o exemplo da Lotérica e disse que os trabalhadores desse tipo de estabelecimento tem como se proteger porque estão atrás de um vidro blindado.

Assim, comerciantes de vários estados, por meio das redes sociais, já realizam carreatas e convidam outros bolsonaristas para participarem no sábado. Essa campanha agitada por Bolsonaro já se expressou ontem, quinta (26), com 300 em carreata - com direito bandeiras, frases e falas no carro de som aludindo a Bolsonaro no Espírito Santo -, contra o decreto de quarenta do prefeito alinhado com o governador. Houve também carreatas em Maringá (PR) e Ipatinga (MG).

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Bolsonaro mobiliza sua base para reafirmar fake news e continuar ignorando as mortes e contaminação de pessoas. Já os governadores e prefeitos decretam quarentena, mas não fornecem meios de mapear o vírus e combatê-lo.

É necessário testes massivos já para testar todos que tiverem sintomas e quem tiver contato com eles, inclusive para nortear as quarentenas. E, ligado a isso, é preciso um plano de guerra que responda imediatamente à necessidade de salvar vidas, com novas contratações, mais leitos, centralização do sistema de saúde público e privado sob controle dos trabalhadores da saúde, expropriação de hóteis para convertê-los em centros de tratamentos para contaminados que não precisem de internação hospitalar. Todos os trabalhadores em atividade essencial devem ter equipamentos de segurança e prevenção. Toda a atividade industrial deve servirpara produção de insumos necessários para combater o vírus, colocando tudo sob controle operário. E todos os serviços não essenciais devem ser liberados.

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