Internacional

GOLPE NA BOLÍVIA

Bolívia: cerco à La Paz é sentido com escassez de produtos

Após uma semana de iniciação do começo das mobilizações e da paralisação de el Alto e das 20 províncias exigindo a renúncia da autoproclamada presidente Jeanine Añez, a escassez de gás, gasolina, alimentos e itens básicos começa a aparecer alentando especulação e sobrepreço.

segunda-feira 18 de novembro| Edição do dia

A tendência de massificar e recrudescer a mobilização nacional contra o golpe da polícia civil e militar atingiu um salto após o brutal massacre produzido em Sacaba, Cochabamba, que deixou 9 mortos e dezenas de feridos. As partidas e chegadas de ônibus do interior e das províncias foram completamente interrompidas devido não apenas ao bloqueio da cidade de El Alto, mas porque este se espalhou por várias regiões do país, principalmente nas terras altas do norte. Da mesma forma, também há bloqueios de estradas pela zona sul de La Paz, que liga os vales interandinos a Cochabamba e de onde vem a maior quantidade de alimentos que fornece à cidade de La Paz, acelerando a escassez de frutas e vegetais para a sede do governo.

Nesse cenário e devido à delicada situação do departamento, a Diretoria Departamental de Educação decretou a suspensão de todas as atividades escolares até que a crise agravada com o golpe de estado de 10 de novembro seja resolvida.

Em declarações feitas no domingo, o ministro do governo golpista, Murillo, disse que a força não seria usada para debloquear a usina de hidrocarbonetos da YPFB (estatal boliviana de petróleo) em Senkata (distrito 8), uma posição estratégica controlada pelos movimentos sociais em El Alto e que em outubro de 2003 causou a queda de Sánchez de Lozada. No entanto, na tarde de domingo, os residentes de Senkata mostraram a chegada de caminhões e veículos militares e policiais, denunciando que o objetivo era desencadear uma repressão brutal para encerrar o bloqueio na fábrica que abastece La Paz.

O bloqueio no distrito 8 da cidade de El Alto faz parte de um complexo de mobilizações que inclui praticamente toda a Avenida 6 de Março e os vários acessos à cidade de El Alto, bem como os pontos de bloqueio na cidade de Ventilla e na estradapara Oruro em Patacamaya, onde soldados de infantaria teriam se juntado às marchas camponesas indígenas que vão para a cidade de La Paz exigindo a renúncia de Áñez.




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