Economia

Batendo recorde, desigualdade de renda cresce pelo quarto ano consecutivo

A pesquisa ainda mostra que nesse mesmo período, a renda do trabalho da metade mais pobre da população caiu 17,1%, enquanto que a renda do trabalho dos 1% mais ricos cresceu 10,11%.

sábado 17 de agosto| Edição do dia

Estudo realizado pela FGV Social aponta 4 anos de aumento ininterruptos da desigualdade de renda no Brasil. Enquanto isso, Bolsonaro e o congresso atacam nossos direitos prometendo aumentar ainda mais essa distância.

Pesquisa realizada pela FGV Social aponta que, por quatro anos e três meses, a desigualdade de renda no Brasil cresce de forma ininterrupta, sendo um recorde de duração nas séries históricas brasileiras. A pesquisa ainda mostra que nesse mesmo período, a renda do trabalho da metade mais pobre da população caiu 17,1%, enquanto que a renda do trabalho dos 1% mais ricos cresceu 10,11%.

Em relação à perda de renda média, mostra que foi mais forte entre os jovens de 20 a 24 anos (17,76%), analfabetos (15,09%), moradores das regiões Norte (-13,08%) e Nordeste (-7,55%) e pessoas de cor preta (-8,35%).

Entre outros dados alarmantes, fica nítido que em todos esses anos de crise econômica Brasileira e mundial, são os trabalhadores, jovens, nordestinos e negros os setores que estão pagando por essa conta. E no que depender de Bolsonaro, Maia e os patrões, seguiremos pagando cada vez mais.

Enquanto Deputados e senadores recebem seus quase 34 mil reais mensais de salário, seguem com a tramitação da reforma da Previdência, agora no Senado. Com essa reforma, se fixa a idade mínima para se aposentar de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), além de no mínimo 15 anos de contribuição e 40 anos para receber 100% da aposentadoria.

E agora, com a escandalosa MP da Liberdade Econômica aprovada no congresso, abre-se ainda mais as portas para a precarização de trabalhos já degradantes principalmente para os jovens, como telemarketing e comércio, além de deixar com que os patrões possam exigir que se trabalhe aos domingos, sem necessidade de remuneração em dobro.

Se comprova cada vez mais a falácia da geração de empregos propagada pelo governo Bolsonaro, deixando evidente que os mais favorecidos serão os empresários e o capital internacional com a exploração cada vez maior do nosso trabalho e a continuidade do pagamento da ilegal dívida pública aos bancos estrangeiros.

Não podemos mais aceitar essa precarização de nossas vidas. Não queremos mais casos como o de Thiago, entregador do aplicativo Rappi que morreu durante jornadas exaustivas de trabalho. É urgente que as centrais sindicais CUT e CTB e também a UNE parem de dividir a luta dos trabalhadores e da juventude, saiam do imobilismo e construam na base um verdadeiro plano de lutas para que não sejamos nós que paguemos pela crise.




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