Política

PANDEMIA EM PERNAMBUCO

Aumentam as internações em Pernambuco e taxa de ocupação de UTI vai a 95%

O estado do Pernambuco começou a semana com 80 solicitações ativas de leitos de UTI e enfermaria para Covid-19 na rede pública de saúde, maior patamar desde maio do ano passado. O índice de ocupações seguem aumentando mesmo com mais leitos abrindo.

terça-feira 9 de março| Edição do dia

Foto: Divulgação SEI / Diário de Pernambuco

Este aumento na solicitação de leitos de UTI e enfermaria se dá em conjunto com o momento em que o estado está com 95% dos leitos de UTI para Covid-19 da rede pública ocupados, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A taxa de ocupação segue aumentando apesar de mais leitos terem sido abertos.

A rede pública possui um total de 1.057 leitos de UTI. A rede privada possui 336 leitos e está com taxa de ocupação de 91%.

O que mais chama a atenção é a total incapacidade dos políticos burgueses de darem qualquer resposta efetiva para a situação. Em todos os estados do país, a única resposta dos governos é isolamento e repressão, enquanto o governo federal anuncia um ridículo auxílio emergencial de R$175 em uma realidade de país onde a cesta básica ronda os R$630, em Pernambuco, o valor está em R$525. Nem mesmo o maior patamar anunciado de auxílio, que é no caso de mulheres sozinhas no comando da família, o valor chega a cobrir o básico do básico que é a alimentação.

Por outro lado, as alas do golpismo institucional, com a Rede Globo e outras mídias golpistas à frente, tentam convencer a população que o problema da pandemia é a juventude, os pancadões e as festas clandestinas.

É necessário colocar se colocar firmemente contra essa busca de criminalização da juventude! A responsabilidade dessas aglomerações é em 1º lugar dos governos, que não tiveram nenhuma medida racional para o controle da pandemia, como seria a reconversão da indústria sob controle dos trabalhadores para garantir o necessário para a população, os testes massivos e o isolamento racional.

A responsabilidade dos colapsos que estamos assistindo em todo o país é do governo federal, que veio desde o começo da pandemia minimizando a gravidade da doença, chamando de “gripezinha” essa que já levou a vida de mais de 266 mil pessoas; assim como também é dos governadores como Doria, que de maneira perversa e se aproveitando da calamidade da situação tentam aparecer como oposição, mas está junto com Bolsonaro na hora de passar todos os ataques à classe trabalhadora. O PT, que agora com a reabilitação de Lula para 2022 aparece como grande oposição, na gestão da pandemia se mostrou mais do mesmo: no estado onde comandam a gestão como Bahia e Rio grande do Norte, Rui Costa e Fátima Bezerra tem como única política a repressão, com toque de recolher e violência contra a juventude e os trabalhadores. Aqui no estado de Pernambuco, Paulo Câmara anunciou uma restrição cosmética de funcionamento de alguns estabelecimentos, o que não responde em nada à situação da população jogada no desemprego – principalmente as mulheres que no estado representam 99,5% dos postos perdidos durante a pandemia - sob o risco de não ter o que comer com o alto custo da cesta básica e não conseguir nem respirar com o avanço da doença no marco de uma taxa muito alta de ocupação dos leitos de UTI.

Por isso nós do Esquerda Diário colocamos a necessidade das grandes centrais sindicais como CUT e CTB, dirigidas pelo PT E PCdoB, que rompam com sua paralisia que tem o único objetivo de canalizar a força da classe trabalhadora para seus interesses eleitoreiros e coloquem a força dos mais de 40 milhões de trabalhadores que dirigem em movimento, em uma forte unidade com os movimentos sociais, de mulheres, negras e negros, indígenas e LGBT’s, em uma forte Frente única operária com total independência de classe dos partidos dos patrões, onde possamos impor com nossa luta uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para responder todos os problemas do país que atingem a classe trabalhadora e o povo pobre o oprimido.




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