Mundo Operário

CONTAGEM

Ato unificado da saúde e educação mostra a indignação dos trabalhadores municipais

Tassia Arcenio

Contagem, Minas Gerais

sexta-feira 12 de junho de 2015| Edição do dia

Foto: Stella Oliveira

Ontem, dia 11/06, foram realizadas as assembleias da educação e da saúde dando prosseguimento à mobilização dos trabalhadores do município de Contagem, os quais rejeitaram a proposta do prefeito Carlin Moura do PCdoB, de não reajustar os salários dos servidores, nem atender pautas de melhores condições de trabalho e de atendimento à população.

Como já colocamos aqui, a educação e saúde de Contagem sofrem com descaso do governo, que mostra que sua prioridade é atender as empresas da cidade e não os trabalhadores que produzem suas riquezas e os que prestam serviços, que fazem a cidade funcionar.

O prefeito, que ganha 22.000 reais, segue os passos de Dilma do PT e dos governos do PSDB e descarrega a crise econômica nas costas dos trabalhadores. Ou seja, continua com seu alto salário, beneficia empresas, mas nega aumento salarial aos trabalhadores e melhores condições de trabalho e de atendimento para todos.

Não bastasse as atitudes arbitrárias do prefeito que se nega a negociar as nossas pautas, seu governo tenta colocar a população contra o movimento dos trabalhadores da educação e saúde, mascarando a realidade das escolas e dos postos de saúde, e mentindo sobre os nossos salários, como bem denunciou a companheira Maria Francisca, agente de educação infantil e diretora do SindUte (Sindicato Único dos trabalhadores em Educação).

Flávia Vale, professora contratada da rede estadual de Contagem, fez uma saudação aos trabalhadores presentes em ambas assembleias e um desafio a Carlin e seus aliados: que todo político ganhe igual a uma professora, apresentando a campanha impulsionada pelo Esquerda Diário, questionando os privilégios dos políticos, enquanto a maioria da população e da classe trabalhadora sofre com baixos salários, péssimas condições de trabalho, e com transporte, moradia, saúde e educação precarizadas.

Várias professoras e professores, demais trabalhadores da educação, e trabalhadores da saúde aderiram à campanha, tirando fotos para o Esquerda Diário, que podem ser vistas aqui.

Francisco Marques, do Centro Acadêmico de Filosofia da UFMG e da Juventude às Ruas, também saudou o movimento e colocou à disposição o apoio da juventude para se aliar aos trabalhadores.

Foto: Flavia Vale

As assembleias terminaram com um ato unificado com grande participação dos trabalhadores da saúde, sobretudo mulheres, que fecharam avenidas de Contagem no Bairro Industrial, contando com apoio massivo da população, que reconhece a importância desses profissionais no seu dia-a-dia.

Seguimos na luta por educação pública e de qualidade para todos, e por um sistema público de saúde que seja controlado pelos trabalhadores e usuários, garantindo assim, saúde e educação emancipadora para a classe trabalhadora e toda população.

- Reajuste salarial já!

- Melhores condições de trabalho para os servidores da saúde e da educação! Melhores condições de estudo para nossos alunos e de atendimento para toda população usuária da saúde!

- Basta de assédio moral: nenhuma ameaça de corte de ponto e nenhuma ameaça de ruptura de vínculo dos trabalhadores contratados! Unidade entre servidores efetivos e contratados de todo o município!

- Basta de privilégios: que todo político ganhe igual a uma professora! Que toda professora ganhe o mínimo estabelecido pelo DIEESE!




Tópicos relacionados

Belo Horizonte   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar