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MANIFESTAÇÃO | Ato em Campinas tem participação de movimentos sociais e familiares da criança que sofreu LGBTfobia

quinta-feira 17 de junho | Edição do dia

Nessa quinta-feira, 17, em frente à Escola Estadual Aníbal de Freitas, onde há uma semana ocorreu um caso de lgbtfobia contra uma criança de apenas 11 anos, por parte de pais e funcionários da escola, aconteceu um ato com a participação de movimentos sociais da cidade de Campinas e de familiares do estudante.

O caso de lgbtfobia aconteceu em um grupo do 6º ano do Ensino Fundamental no WhatsApp, após o estudante propor trabalho escolar sobre o mês do orgulho LGBT. Pais e funcionários da escola responderam a criança dizendo que a ideia era “absurda”, “inapropriada” e que deveria ser apagada.

O Esquerda Diário esteve presente e conversou com David, tio do estudante, que falou sobre o caso e a luta contra a lgbtfobia e todas opressões:

A professora Flávia Telles, do grupo Nossa Classe Educação declarou:

A importância desse debate se reafirma ainda mais em nossa cidade, uma cidade reconhecida por sua Câmara de Vereadores conservadora e reacionária, que em 2015 foi responsável pela tentativa de impor que se cale os debates de gênero e sexualidade nas escolas com a Emenda da Opressão, e foram os que repudiaram a presença de questões de Simone de Beauvoir no ENEM.
 
Campinas tem na sua história casos escandalosos em relação a lgbtfobia, como o assassinato do jovem LGBT Spencer Netto e da travesti Bruna em 2017. Além disso foi na nossa cidade que Quelly, uma travesti, foi assassinada e teve seu coração arrancado com um caco de vidro enquanto seu assassino ria e dizia estar salvando a sua alma. Mas também é aqui que o movimento LGBT, negro e de mulheres se organiza e protagoniza marchas e paradas importantes. Como a parada LGBT de 2016, que após ser brutalmente reprimida pela polícia teve como resposta as LGBTs ocupando o centro da cidade novamente – Parada LGBT 16.1 – para dizer “basta de violência policial e pela livre expressão da nossa sexualidade”. Além da marcha contra a "cura gay".

O Movimento Nossa Classe Educação e o grupo de mulheres Pão e Rosas chamam todos os professores e a comunidade escolar a uma grande campanha contra a lgbtfobia nas escolas e pelo livre debate e expressão de gênero e sexualidade.




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