Internacional

PALESTINA LIVRE!

Ato em Brasília contra o massacre do Estado ilegítimo e racista de Israel na Palestina

Manifestação hoje em Brasília (15), contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre elas trabalhadores, estudantes, diversas organizações políticas, sindicatos de diferentes categorias e autoridades palestinas e da Liga Árabe. Todo repúdio aos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, os assassinatos e despejos - pelo fim do genocídio palestino!

Caio Rosa

Estudante de Relações Internacionais na UnB

Cris Libertad

Professora da rede estadual em Anápolis - GO.

sábado 15 de maio| Edição do dia

Neste sábado (15), cerca de 200 pessoas se reuniram em Brasília em um ato contra os ataques israelenses dos últimos dias na Palestina, repudiando não somente os bombardeios que já mataram centenas de homens e mulheres e cerca de 30 crianças – segundo dados até o dia 15/05 – mas contra o genocídio palestino. Desde 15 de maio de 1948, depois da Segunda Guerra Mundial, o líder sionista Ben Gurion declarou a “independência” do Estado de Israel, com apoio incondicional do imperialismo estadunidense e da ONU. Nesse sentido a data de hoje carrega em si o simbolismo do início da Nakba (a catástrofe), o êxodo imposto pelas forças armadas sionistas, e o início de uma ocupação colonial e racista – os sionistas desde o início declaram a intenção de “desarabizar” a Palestina – que massacra os palestinos e expulsa outros milhares. Estima-se que há quase 8 milhões de refugiados palestinos no mundo hoje.

Na manifestação de hoje em Brasília, estudantes, trabalhadores, diversas organizações políticas, sindicatos de diferentes categorias, autoridades tanto brasileiras, quanto palestinas e da Liga árabe, além de crianças - todes se somavam contra a ofensiva israelense que avança para possíveis invasões -a primeira desde 2014. Atos de solidariedade ao povo palestino vem ocorrendo hoje em todo o país e pelo mundo, como em Nova Iorque, Londres, Berlim, Roma, Paris, Sidney, Turquia, Jordânia, África so Sul e muitos outros - sinalizando o repúdio internacional contra o apartheid promovido pelo Estado ilegítimo e racista de Israel na Faixa de Gaza e em outros territórios palestinos.

Se informe pela esquerda: Aos 73 anos da Nakba, várias cidades do Brasil saíram às ruas em apoio ao povo Palestino

Os ataques bélicos empreendidos por Israel neste maio de 2021 vêm a potencializar a situação dramática que os palestinos viram se agravar com a pandemia – com Israel chegando a bombardear a Faixa de Gaza na Noite de Natal de 2020. Enquanto, a população israelense é uma das mais avançadas no processo de imunização contra a Covid-19 no mundo, os mais de 5 milhões de palestinos sofrem com os embargos, impedindo inclusive o acesso desse povo aos imunizantes. Tais atos e manifestações, sinalizam a importância da classe trabalhadora, dos estudantes, sindicatos e organizações políticas se colocarem contra as ações de um Estado abertamente racista e colonizador, que atua com o aval das potências imperialistas como os EUA, agora com a figura de Biden que não retrocedeu um centímetro sequer com a política trumpista de apoio irrestrito à Israel - inclusive mantendo a embaixada estadunidense em Jerusalém; o imperialismo da União Europeia; toda a política de capacho de Bolsonaro e do regime golpista - todos são aliados de primeiro linha do genocida Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelense, inclusive, enfrenta uma crise política em seu país e revida para preparar terreno para as eleições através da violência contra o povo palestinos.

Portanto, para combater o imperialismo, precisamos confiar unicamente na força da classe operária! Pois, as reais necessidades do povo palestino não consitem nas demandas dos burgueses nacionalistas que conduzem o Hamas ou Abba, mas nas lutas pela criação de um Estado único - não a divisão liberal e idealista entre dois Estados separados como propõe a Organização das Nações Unidas - laico, onde palestinos, muçulmanos, judeus e cristãos possam viver com os mesmos direitos. O caminho é o do internacionalismo operário, com exemplo dos portuários italianos que se recusaram a carregar embarcação com armas e explosivos impedido que estes chegassem à Israel em solidariedade ao povo palestino. A classe operária internacional tudo produz e a ela tudo pertence!

Historicamente, esses povos conviveram por séculos, lutando contra os invasores e opressores anteriores, como o Império Turco-Otomano e os britânicos. O incentivo aos aldeamentos de israelenses sionistas após a Primeira Grande Guerra em 1918, que foram o estopim para os conflitos entre árabes e judeus na região e se constituem em um processo de desarticulação da classe operária deste território que agia de conjunto, pois trabalhavam nas mesmas fábricas, portos, ferrovias e demais setores produtivos e econômicos. Uma Palestina livre só pode existir com o empenho da classe operária aliada aos camponeses e todos os oprimidos da região. Por uma Palestina operária, laica e socialista, pavimentando o caminho para a construção de uma Federação das Repúblicas Socialistas do Oriente Médio.

[PODCAST] Internacional Ideias de Esquerda - A questão Palestina e Israel

Nesse sentido, reivindicamos a necessidade da unificação das luta de diferentes setores dos povos oprimidos, da classe trabalhadora de conjunto, de organizações políticas que condenam as táticas terroristas, colonizadoras e racistas dos israelenses, dos sindicatos de diferentes categorias, além da juventude. Vemos várias lutas mostrando suas força em diferentes frentes nos últimos dias, tais como: a luta por imposição de justiça na chacina do Jacarezinho no Brasil, a rebelião colombiana contra o governo do ultradireitista e capacho de primeira ordem do imperialismo estadunidense Ívan Duque e a resistência de mais de 100 dias do povo de Mianmar contra o golpe militar.


Delegação do MRT no ato

Faísca: Com o povo palestino pelo fim da ofensiva colonialista e terrorista de Israel

Nós do Esquerda Diário, reforçamos o nosso repúdio aos bombardeios e à política de colonização e “limpeza étnica” promovida pelo Estado sionista de Israel na Palestina. Reivindicado a liberdade para todos os presos políticos palestinos criação de uma Palestina livre e socialista, contra Bolsonaro e sua “corja” que são entusiastas desse regime racista de Israel e ao imperialismo que legitima esses crimes com os firmes interesses de espoliação das riquezas do Oriente Médio.




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