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BOLSONARISMO

Assassino que estrangulou jovem negro em supermercado do RJ é bolsonarista

A liberdade para policiais matarem quando com “medo, surpresa e violenta emoção” que Sergio Moro quer legalizar com seu "pacote de combate ao crime e corrupção", já mostra a que veio o governo Bolsonaro: legitimar os assassinatos racistas que parte de seu eleitorado reividicava.

sexta-feira 15 de fevereiro| Edição do dia

Todo o ocorrido se passou na frente da mãe do garoto, e de pessoas que diziam para o segurança que o garoto já estava asfixiado, enquanto Davi Ricardo Moreira Amancio, eleitor de Bolsonaro como consta em sua foto de perfil do Facebook, seguia estrangulando Pedro Henrique (19) e mandando-os “calar a boca”.

O segurança foi preso em flagrante, mas deixou a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro na madrugada desta sexta, sendo indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A atitude deste segurança faz caírem as máscaras do discurso “anti-ideologia” de Bolsonaro e da Justiça. Seu governo propaga uma ideologia sim: ideologia racista, que entende “combate ao crime” como uma desculpa para seguir com o genocídio da população negra nos morros, como a chacina no morro do Fallet-Fogueteiro, como a morte de Jenifer, menina de 11 anos, por um tiro da polícia voltando da escola.

Moro pretende aprofundar isso com seu "pacote de combate ao crime e corrupção", que dá maior liberdade para policiais assassinarem, legalizando a impunidade prevendo "legítima defesa" sob “medo, à surpresa e à violenta emoção”. Um precedente que fará ainda mais generalizado a perseguição aos negros, em especial por parte desse tipo de segurança privada.

O governo Bolsonaro sustentado pelo autoritarismo judiciário mostra-se cada vez mais incompetente para dar uma saída à questão da violência. Essa saída passa longe de pacotes anticrime e construção de mais prisões, mas sim investimento em educação e melhora nas condições de vida da população. Tudo o que foi indicado nesses 46 dias de governo diz o contrário: seu ministro da educação já apontou que não é preciso ter universidade para todos e as condições de vida serão as piores possíveis, de acordo com a reforma trabalhista que cada vez mais os empresários sentem-se a vontade de aplicar, como no caso da General Motors.

Esperam ansiosamente a aplicação da menina dos olhos dos patrões, a reforma da previdência, que é o único ponto em comum entre os vai vens entre as alas do governo, do judiciário e da mídia: fazer com que trabalhemos até morrer. Contra isso, não há mais o que as centrais sindicais esperarem. É preciso um plano de lutas que não seja de palavras ao vento, como vem se mostrando o chamado para o dia 20, mas sim que CUT e CTB utilizem toda sua força nos milhares de sindicatos onde estão para construir uma greve geral a partir de reuniões e assembleias em cada local de trabalho. Só assim, com a força dos trabalhadores com as mulheres e negros a frente, será possível dar uma saída para a crise, fazendo com que os capitalistas paguem por ela.




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