Política

CRISE DO SENADO

As repercussões da crise do Senado entre as lideranças partidárias

Frente à crise aberta pela liminar de Marco Aurélio de Mello determinando o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, diversas lideranças partidárias manifestaram posicionamentos nas redes sociais. Veja aqui algumas das principais repercussões.

terça-feira 6 de dezembro de 2016| Edição do dia

[atualizado às 17:32]

Romero Jucá, lideranças do governo no Senado, ainda na segunda-feira, 5, afirmou por meio de sua conta no Twitter que o calendário de votações no Senado seria mantido, em especial a PEC 55:

Sem tanta segurança, mas reafirmando a mesma posição, se posicionou Aécio Neves, líder do PSDB no Senado, e ainda afirma que a questão do afastamento de Calheiros será pautada pelo STF na quarta-feira:

Ivan Valente, deputado federal pelo PSOL, ontem fazia apelos a Jorge Viana para que não pautasse a PEC 55 após a queda de Renan:

Contudo, o próprio Humberto Costa, líder do PT no Senado, primeiro afirmou que o partido não tinha posição fechada sobre não pautar a PEC e em seguida o próprio Viana assinou documento em que o Senado se recusa a legitimar a liminar de Marco Aurélio de Mello que afastava Renan da presidência.

Luciana Genro, do PSOL, como é de costume comemorou o afastamento de Renan pelas mãos do STF como se fosse uma grande vitória da mobilização dos trabalhadores, e não um jogo de poder entre privilegiados que querem nos atacar por todos os lados:

E também criticou Viana por tomar partido de Renan e contra a decisão de Marco Aurélio:

Randolfe Rodrigues, ex-PSOL e atualmente senador pela REDE, defendeu o cumprimento da liminar do STF e o respeito ao "Estado democrático de direito", chamando o descumprimento da liminar de "marcha constante da insensatez em direção ao abismo:

A Senadora Gleisi Hoffman, do PT, afirmou que o Senado "não tem condições de votar nada" frente à crise institucional, e defendeu "eleições já!", como fazem alguns setores da esquerda e, mais recentemente, até FHC:

O G1 também apresentou um levantamento das reações de lideranças diante da decisão da Mesa Diretora do Senado de não acatar a liminar de Marco Aurélio de Mello:

Carlos Marun (MS), deputado, vice-líder do PMDB na Câmara

"Entendo que foi positiva a decisão da Mesa de não acatar a liminar porque só havia duas opções: ou não acatar ou se ajoelhar e um parlamento de joelhos é péssimo para a democracia. O ministro não poderia ter tomado essa decisão monocraticamente".

Henrique Fontana (RS), deputado, e vice-líder do PT na Câmara

"Discordo dessa decisão do Senado. Decisão judicial deve ser cumprida porque quem é réu não pode estar na cadeia sucessória. A decisão está dentro da lei."

Humberto Costa (PE), senador, líder do PT

"Quem está respondendo pelo Senado é o vice-presidente [Jorge Viana]. Não há essa história de descumprimento. Uma primeira nota que foi feita dizia que a Mesa ia aguardar antes de tomar providência, mas depois essa nota foi retificada. A primeira falava em aguardar para tomar providências, mas isso foi retirado da nota final. Nós [do PT] não concordaríamos com o descumprimento dessa decisão".

Ivan Valente (SP), deputado, líder do PSOL na Câmara

"Temos uma crise de conflito de poder e é grave. Tem questionamento sobre ter sido uma decisão monocrática por um lado, mas tem a decisão da Mesa de não estar cumprindo uma decisão do Supremo. Então, pode estar tendo erro dos dois lados".

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador, líder da oposição

"Achei a decisão da Mesa do Senado estranha. Houve uma decisão do STF. Aprendi há muito tempo que decisão a gente tem que cumprir e depois recorrer. Acho que a decisão da Mesa cria uma confusão maior. Quem é o presidente do Senado agora? Senador Jorge Viana ou senador Renan Calheiros? [...] Acho que a decisão da Mesa criou uma grande confusão. Ficou parecendo que era uma forma de não cumprir a decisão do Supremo. A decisão da Mesa aumenta o impasse político, a indefinição".

Romero Jucá (PMDB-RR), senador, líder do governo no Congresso Nacional

"Vamos aguardar a posição do pleno do Supremo Tribunal Federal, temos que esperar que o pleno se manifeste".

Ronaldo Caiado (GO), senador, líder do DEM

"O presidente do Senado é o senador Jorge Viana. A defesa [de Renan] está apresentando recurso. No momento em que Renan apresenta recurso, ele está dando prosseguimento ao processo iniciado pelo ministro Marco Aurélio. Neste momento, a decisão do Supremo prevalece, o presidente é o Jorge Viana, e o recurso é para aguardar uma decisão do pleno. Esperamos que a decisão do plena saia o mais breve possível. A sessão de amanhã será presidida pelo senador Jorge Viana. Decisão judicial, cumpre-se".




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