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ARMAS DA CRÍTICA

Armas da Crítica lança campanha pela unidade contra a reforma da previdência de Bolsonaro e Fátima

Nessa sexta-feira, dia 31, o grupo de estudos marxista Armas da Crítica de Natal (RN), deu início a uma campanha pela mais ampla unidade contra a nefasta reforma da previdência de Bolsonaro, aprovada no final de 2019, e a reforma estadual comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT).

sábado 1º de fevereiro| Edição do dia

A campanha teve início com uma campanha de fotos durante a recepção dos ingressantes de 2020 na UFRN, que contou com a adesão de dezenas de estudantes, junto com um chamado à participação do ato que está sendo convocado pelos sindicatos ligados ao funcionalismo público do estado, que ocorrerá na segunda-feira (3), às 9h em frente à ALERN.

Saiba também da situação da permanência estudantil na UFRN, que não respeita as férias de bolsistas, depois de ter deixado milhares de estudantes sem ter o que comer com atraso de auxílios alimentação e aumentando o preço do RU para escandalosos R$ 8,00.

A reforma da previdência de Bolsonaro significou um enorme ataque aos trabalhadores e jovens de todo o país, aumentando o tempo de contribuição, a idade mínima, rebaixando o valor das aposentadorias, fazendo com que paguemos a conta da crise trabalhando até morrer. Abriu caminho a uma nova leva de ataques como a Reforma administrativa e tributária, novos cortes à educação e uma série de outras medidas.

Por isso, a luta para a reversão dessa medida e todas as reformas do governo Bolsonaro e dos golpistas mantem a batalha pela unificação do maior volume de forças possível, aliando a juventude com os trabalhadores, ao lado das mulheres, negros e LGBTs.

Essa reforma foi aprovada também com ajuda de Fátima Bezerra e os demais governadores do PT e PCdoB no Nordeste, que apoiaram a reforma e quiseram que ela valesse para os servidores estaduais, o que acabou não se efetivando. Agora esses governadores estão avançando com uma reforma em cada estado, aprovada às pressas e com muita repressão, como vemos na aprovação da reforma na Bahia essa semana.

Fátima já anunciou que aumentará a idade mínima e o tempo de contribuição tal como Bolsonaro aprovou, e se negou essa semana a apresentar qual será o aumento nas alíquotas de contribuição previdenciária cobrada dos servidores, ou se irá realmente passar a taxar também os aposentados que ganham a partir de um salário mínimo, como chegou a propor no ano passado (sendo que hoje é cobrado apenas daqueles que recebem acima de 6 salários mínimos).

Não é possível aceitar essa lógica de que serão os trabalhadores, a juventude e os setores oprimidos que pagarão a conta da crise. Uma lógica que é reproduzida por Fátima e os demais governos petistas, que demonstram que seu projeto de país pós-Bolsonaro não pretende fazer mais do que administrar essa herança econômica maldita do golpe institucional, a serviço dos lucros dos grandes bancos que detém a nossa dívida pública, do agronegócio e grandes empresários.

Confira essa campanha, que foi publicada no Instagram do Armas da Crítica (@armasdacrítica)

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