Política

Operação Lava Jato

Alexandre Baldy, secretário dos transportes de Doria é preso em SP

O secretário de transportes de SP, Alexandre Baldy foi preso na manhã dessa quinta feira (06) por decisão do juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato. A acusação é de envolvimento em fraudes na saúde através de pagamento de "vantagens indevidas".

quinta-feira 6 de agosto| Edição do dia

A acusação é de envolvimento em fraudes na saúde através de pagamento de "vantagens indevidas a organização criminosa que negociava e intermediava contratos em diversas áreas” beneficiando a Organização Social (OS) Pró-Saúde. Baldy foi deputado federal por Goiás de 2015 a 2019 e ocupou o cargo de ministro das Cidades de 2017 a 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB).

Baldy, homem de confiança de Doria, há pouco tempo tentou atacar os direitos dos metroviários para seguir garantindo intactos os supersalários da cúpula do Metrô de SP e os subsídios milionários dos empresários das linhas privatizadas, e passou um dia inteiro na TV dizendo que os trabalhadores em greve não se importariam em prejudicar a população. Agora se vê quem é Baldy. E como funcionam os governos capitalistas, onde as negociatas de empresários e políticos são a regra, usurpando o dinheiro público e atacando os direitos dos trabalhadores.

Ao mesmo tempo, não se pode ter nenhuma ilusão na lava jato, que nada mais é do que uma ferramenta golpista que serviu para o uso político de algumas frações da burguesia nacional com apoio do imperialismo americano, abrindo caminho para diversos ataques as condições de vida da população. Depois do golpe institucional de 2016, além da intervenção nas eleições de 2018 com a prisão de Lula e o caminho livre para Bolsonaro e a extrema direita assumirem o poder, vemos que só se substituiu um esquema de corrupção por outro, ficou claro que a Lava Jato não tinha o objetivo de combater a corrupção, e passaram a atacar os direitos dos trabalhadores e do povo de forma ainda mais dura do que os governo do PT vinham fazendo, com medidas como as reformas trabalhista e previdenciária, com todo apoio desse judiciário e de todas as frações do regime, inclusive dos governadores do PT que aprovaram as reformas em seus estados. Agora, a Lava Jato atua para favorecer Bolsonaro na sua disputa com governadores. 

É necessário uma saída independente dos trabalhadores. As centrais sindicais, como CUT e CTB, precisam organizar a luta nos locais de trabalho para enfrentar o que nossa classe está sofrendo com a pandemia, a crise e o desemprego. Nós defendemos impulsionar uma grande mobilização para impor uma assembleia constituinte livre e soberana que mude as regras do jogo, para acabar com os privilégios de juízes e políticos, para que os esquemas de corrupção sejam julgados por júri popular, e não pelos interesses que estão por trás de um ou outro juiz, e revogar todas as reformas aprovadas desde do golpe institucional.




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