Política

PRIVILÉGIOS DOS POLÍTICOS

Alckmin sanciona lei para manter apadrinhados sem concurso na ALESP

Para driblar ação do Ministério Público, Alckmin muda a nomenclatura dos cargos comissionados e consegue manter na ALESP quase 3 mil funcionários sem concurso, todos com altos salários.

terça-feira 4 de abril de 2017| Edição do dia

Foi sancionada nessa sexta feira, 31, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), uma lei que altera a nomenclatura dos cargos dos servidores comissionados, os famosos assessores, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Com isso, Alckmin consegue manter a salvo na ALESP quase 3 mil cargos comissionados, ocupados em sua imensa maioria por apadrinhados políticos dos deputados estaduais.

A manobra tucana consistiu em mudar a denominação dos funcionários de assessores técnicos para assessores especiais, cargo que confere a eles atribuições abstratas, bem ao gosto dos deputados, que assim podem ter a seu dispor uma tropa de apoiadores para qualquer ocasião, todos pagos com o dinheiro público. O número total de apadrinhados na casa é de 2927 contra apenas 759 efetivos concursados, número que deixa explícito como tais cargos funcionam como cabides de empregos para os deputados e outros políticos.

Essa lei que foi aprovada vem como resposta a uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo, que considerou inconstitucional a livre nomeação de servidores para exercer funções técnicas na casa legislativa. Com base nesse questionamento já foram exonerados 251 servidores em cargos de confiança, que foram alvo de uma ação judicial e que agora devem ser reincorporados.

Essa lei é mais um exemplo de como o discurso de austeridade e reformas defendido por Alckmin, Temer e todos os políticos dos partidos da ordem não passa de uma desculpa para descarregar o peso da crise nas costas dos trabalhadores, pois lutam com unhas e dentes para manter seus assessores, que recebem salários altíssimos e são responsáveis por boa parte dos custos envolvidos na manutenção de um político.




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