Sociedade

CRISE CAPITALISTA E PANDEMIA

A resposta capitalista à pandemia pode levar mais da metade da população mundial à pobreza

quinta-feira 9 de abril| Edição do dia

Segundo estudos da ONG Oxfam, divulgados ontem, 8 de abril, no relatório “O preço da desigualdade”, a pandemia do coronavírus pode gerar até meio bilhão de novos pobres no mundo. Se isso acontecer, mais da metade da população mundial viverá na pobreza.

Conforme as estimativas da ONG, ocorrerá um aumento de 547 milhões de pessoas que vivem na pobreza no mundo - com menos de 5,5 dólares por dia -, indo de 3,38 bilhões para 3,9 bilhões de pessoas. Teria um salto enorme também entre os que vivem abaixo da linha da pobreza, ou seja, com menos de 1,9 dólares por dia, indo de 737 milhões para 1,17 bilhão.

Na América Latina esses dados também serão alarmantes conforme o estudo, com um aumento de 54 milhões de pessoas pobres, indo de 162 milhões para 216 milhões. Um aumento de 13 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, saltando dos atuais 25 milhões para 38 milhões.

Os dados só mostram o que já temos denunciado aqui, no Esquerda Diário, que a crise sanitária está mostrando cada vez mais a face mais cruel do capitalismo, expondo dezenas de milhares de trabalhadores ao vírus, tanto os de serviços essenciais (especialmente os da saúde e do setor de alimentos), quanto aqueles mais precarizados, como os entregadores de aplicativos, que não podem fazer quarentena, mesmo estando em grupos de risco ou sem nenhuma garantia caso adoeçam.

Enquanto medidas emergenciais, é necessário que o governo libere uma ajuda emergencial de, ao menos, 2000 reais a todos os trabalhadores, com dispensa remunerada daqueles que estão no grupo de risco, com testes massivos para que a quarentena seja efetiva e proteja aqueles que continuam trabalhando e seus familiares. É mais que urgente que a dívida pública não seja paga e que as grandes fortunas taxadas.




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