Sociedade

POLICIA ASSASSINA

A repressão de Paes e Castro e a necessidade do fim das operações policiais

Nos últimos dias assistimos, caveirões atravessando às favelas do Rio de Janeiro, enquanto o governador Cláudio Castro de sua casa em Itaipava dava uma festa e dias antes dizia para os fluminenses não se aglomerarem. Mais uma vez em plena pandemia, a prioridade do governo é a repressão aos moradores das favelas.

terça-feira 30 de março| Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro é mais um dos estados com filas de UTI’s batendo recorde por conta da alta dos casos de coronavírus e mortes. Nos últimos dias, desafiando o governador, Paes e Grael, prefeitos do Rio e Niterói definiram um super feriado de 10 dias, junto com o governador de São Paulo, João Dória, impondo um suposto “lockdown” em suas palavras.

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Claudio Castro, governador do Rio, seguiu a linha bolsonarista de se opor frontalmente à qualquer medida de combate à pandemia, mas declarou para os fluminenses que não saíssem de casa e não se aglomerassem, já que o estado se encontra em colapso hospitalar. Entretanto, Castro foi visto em festa em sua casa de Itaipava.

Dentro desse feriado, invés de uma política de contratação de profissionais da saúde, abertura de leitos, testes massivos e auxílio para os trabalhadores(não essenciais) pudessem ficar em suas casas, a política desde Castro, Paes e Grael, na verdade foi de operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. A política de “lockdown”, que deixa diversos setores trabalhando, na verdade só aprofunda as medidas repressoras do estado.

Castro caminha para superar o número de mortes de Witzel e ainda que não tensione no discurso como o ex governador, mantém uma política de “guerra ao pobres” e assassinato sistemático do povo negro no estado do Rio. Para isso se faz valer dos operativos especiais e da polícia militar que atua matando Agatha Felix, Ana Clara, e tantos outros. Castro e em pouco se diferencia de Witzel, segue uma linha onde o dinheiro gasto em operações policiais poderia comprar 18 milhões de doses de vacinas.

A necessidade do fim das operações policiais e de todo aparato repressor do estado - que hoje é ainda mais alimentado pela Lei de Segurança Nacional que caça qualquer opositor ao regime - é mais que o dinheiro que poderia gerar para compra de vacinas, mas porque basta do assassinato da juventude e classe trabalhadora negra pelas mãos da polícia. Basta de mais de 3000 mil mortes por dia enquanto um caveirão entra na favela. Precisamos de uma resposta da classe trabalhadora contra a crise sanitária, sem esperar 2022 e clamando para que a polícia tenha mais armas, como diz Lula.




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