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PALESTINA LIVRE! | A greve geral palestina é inspiração para nossa luta contra Bolsonaro e os golpistas, diz Valeria Muller

Na última terça-feira, 18, ocorreu uma histórica greve geral na Palestina, a última greve nacional palestina havia sido em 1936 contra os britânicos. A paralisação foi convocada pela juventude palestina junto de várias organizações sociais e grupos. Conversamos com Valéria Muller que reforçou como a resistência do povo palestino é uma inspiração para nossa luta contra Bolsonaro e os golpistas.

quinta-feira 20 de maio | Edição do dia

Na última terça-feira, 18, ocorreu uma histórica greve geral na Palestina, a última greve nacional palestina havia sido em 1936 contra os britânicos. A paralisação foi convocada pela juventude palestina junto de várias organizações sociais e grupos.

A greve tinha como objetivo ser uma resposta ao massacre que o Estado sionista e assassino de Israel, apoiado e financiado militarmente pelo imperialismo estadunidense de Biden-Harris, vêm fazendo ao povo palestino em Gaza, Jerusalém e muitas partes da Cisjordânia. As demandas da greve também incluíam o fim dos ataques aéreos em Gaza, que ceifaram a vida de mais de 200 palestinos desde segunda-feira passada, bem como a retirada dos colonialistas israelenses dos bairros ocupados.

Conversamos com Valéria Muller, estudante de letras, trabalhadora e Militante do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) que reforçou como a resistência do povo palestino é uma inspiração para nossa luta contra Bolsonaro e os golpistas:

"É muito forte vermos a mobilização e resistência dos palestinos em uma greve geral que supera décadas históricas de fragmentação do povo palestino, uma unidade sem precedentes que vai além das direções de suas organizações políticas tradicionais. É impressionante, também, ver o papel que a juventude cumpriu na convocação da greve geral, não aceitando a fragmentação imposta ao povo palestino há anos e unindo milhares de cidadãos de várias cidades, vilas. Sendo uma faísca bastante incendiária para resistência palestina que vêm mobilizando milhares ao redor do mundo, como vimos no ato em repúdio ao massacre israelense no último sábado!

É essa unidade que precisamos para derrotar Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas aqui no Brasil contra todos os ataques, os cortes na Educação e também as repressões policiais, como a chacina de Jacarezinho no Rio de Janeiro, em que o Estado e todo o governo são responsáveis. Só com a força da nossa mobilização e unidade nas lutas poderemos fazer o conjunto do regime do golpe retroceder, batalhar pela revogação dos cortes e reformas, assim como o fim dos autos de resistência e a impunidade policial garantida pelo judiciário golpista.

Todo repúdio a limpeza étnica produzida por Israel na Palestina apoiada pelas potências mundiais que já levou mais de 230 mortos, dentre eles várias crianças que o imperialismo lhes arrancou o futuro. Não aceitamos esse futuro de miséria imposto pelo capitalismo e seus governos. A luta contra o imperialismo de Biden e seus capachos como Netanyahu, Bolsonaro e os golpistas é uma luta de toda a classe trabalhadora e juventude internacional. Ainda que Israel e Hamas tenham aceitado o acordo de cessar-fogo mediado pelo Egito a partir de amanhã, um acordo bem instável, sabemos que os palestinos só serão verdadeiramente livres quando conquistarem o direito à livre autodeterminação, quando toda ajuda externa ao regime Israelense e à sua burguesia acabarem, e avançarmos para a derrubada de todo esse sistema baseado na opressão e exploração. A luta da resistência palestina internacional e a greve geral mostram o caminho. Por uma Palestina livre, operária e socialista!”

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