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Declaração | "A esquerda precisa se unificar para exigir que os atos do dia 15 se mantenham" diz Marcello Pablito

Reproduzimos aqui a declaração de Marcello Pablito, trabalhador da USP e membro da Secretaria de Negras, Negros e Combate ao Racismo do Sintusp e dirigente do MRT, frente as centrais sindicais quererem desmarcar a mobilização contra Bolsonaro que estava indicada para o dia 15 de novembro.

quinta-feira 21 de outubro | Edição do dia

Saiba mais: Centrais sindicais querem cancelar atos do dia 15. Basta de trégua! É preciso manter e construir na base

“É um absurdo as centrais sindicais queiram desmarcar os atos nacionais marcados para o dia 15 de novembro contra Bolsonaro em um momento de aprofundamento da crise que vivemos. Ao invés dos atos de rua, querem organizar um grande comício fechado de lideranças - um comício com claro objetivo eleitoral - que significa aberta traição aos trabalhadores e povo pobre brasileiro, os mesmos que estão nas filas do lixo, osso e amargando no desemprego. Fica claro que a estratégia das centrais como a CUT do PT, a CTB do PCdoB junto da Força Sindical é de desviar todo o ódio e revolta gerados pela crise capitalista para as urnas no ano que vem, subordinando nossa luta a acordões de Lula e do PT com nossos inimigos de classe.

Nós do MRT e do Esquerda Diário desde o início viemos apontando como a única saída para essa profunda e miserável crise é a partir da entrada da classe trabalhadora em cena com seus métodos de luta, na luta de classes, em base a organização dos trabalhadores em unidade com os mais oprimidos como as mulheres, negros, juventude, indígenas, quilombolas e lgbts. Nesse sentido, apelamos que a esquerda precisa se unificar para exigir que os atos do dia 15 se mantenham. A esquerda como o PSOL, PSTU, PCO, PCB e UP que dirigem diversos sindicatos e entidades estudantis pelo Brasil devem batalhar para organizar os trabalhadores e estudantes em cada local de trabalho e estudos com assembleias de base que exijam que as centrais rompam com sua paralisia e traição ao movimento.

Chamamos as organizações da esquerda socialista a repudiar fortemente essa decisão e defender que as centrais mantenham as manifestações do dia 15 e as construam nas bases através de assembleias democráticas. Nesse sentido, frisamos a importância que a CSP-Conlutas - na qual fazemos parte - , e as organizações que estão debatendo a construção do Pólo Socialista e Revolucionário, poderiam cumprir, atuando nos seus sindicatos e como aglutinador dos trabalhadores que querem se enfrentar com as burocracias sindicais nas categorias em que dirige, construindo uma política alternativa que levante uma resposta operária e popular para a crise, com um programa emergencial para enfrentar a fome, por empregos com direitos para todos e pelo reajuste salarial mensal igual à inflação.

Veja também: Contribuições do MRT para o Manifesto por um Polo Socialista e Revolucionário

Hoje mais do que nunca frente a situação calamitosa que vivemos é urgente um plano de luta unificado de combate à fome, o desemprego e a pandemia. Por isso, é importante que o PSOL e demais partidos e correntes da esquerda, para que também atuem com a gente nessa perspectiva de exigência às centrais sindicais, e de organização e unificação dos trabalhadores e oprimidos, inclusive colocando seus mandatos e candidaturas à serviço disso, para lutarmos nas ruas com um plano de luta unificado rumo à uma greve geral contra Bolsonaro Mourão que junto do Congresso Nacional, STF e governadores nos atacam diariamente para garantir os lucros dos capitalistas. É apenas na força da nossa classe que devemos confiar.”

Editorial MRT: É urgente um plano de luta contra a fome e o desemprego




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