RACISMO

500 mil reais é o que vale a vida de um homem negro para multibilionário Carrefour

Quinhentos mil reais foi o valor do qual os representantes da rede de supermercados Carrefour, que também é dona da rede Extra e Atacadão, ofereceram ao pai de João Alberto (Nego Beto) que foi espancado até a morte em novembro do Ano passado por um policial e um segurança numa ação racista dentro de um Carrefour em Porto Alegre.

quarta-feira 24 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: Arquivo pessoal

O valor de quinhentos mil reais oferecido pelos representantes da rede Carrefour foi recusado pelos advogados e pelo pai de João Alberto, João batista, 65, após uma sessão de mediação com a justificativa de que "Os valores oferecidos pelo Carrefour baseiam-se na jurisprudência do STJ [Superior Tribunal de Justiça], muito aquém do que pretendemos, já que se trata de um caso sem precedentes no Brasil", nas palavras do advogado Rafael Peter Fernandez, além de não ter caráter pedagógico para empresa já que se trata de um caso sem precedentes no Brasil.

Em outra instância a víuva e a enteada também passaram por sessões de mediação do qual os valores que foram oferecidos pelos danos individuais foram dez vezes menores do que os requisitados.

É impressionante vemos aonde chega o nível de desprezo pelas vidas negras propagado pelas empresas capitalistas, que quando não lucram com o trabalho negro subvalorizado com salários baixos e com poucos direitos, desprezam nossas existências com ações racistas tal como a que aconteceu com João Alberto, e com tantos outros casos de negros torturados dentro dos super mercados do grupo.

Para o grupo Carrefour, que tem acumulo multibilionário anual, oferecer 500 mil reais é proporcionalmente igual a como se alguém que tivesse um milhão de reais te oferecesse 100 por um dano irreversível. O Carrefour é responsável pela morte de João Alberto, assim como o estado. Nós do esquerda diário nos solidarizamos com a família e nos colocamos ao lado de que o Carrefour deve dar o valor solicitado pelos familiares, além de defendermos que a justiça por João Alberto e tantas outras pessoas como as mulheres que foram estupradas dentro dos supermercados, se dará pela luta dos negros e das mulheres contra esse sistema de miséria que permite que empresas como o Carrefour tirem nossas vidas com a exploração do trabalho e condições de empregos indignas além de nos matar todos os dias pelas mãos da polícia assassina e genocida, que mata dezenas de negros diariamente.

Fonte: Uol notícias




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