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Fora Bolsonaro e Mourão | 5 motivos pra marchar com o Esquerda Diário no 24J

Rumo ao 24 de julho, próxima mobilização nacional em rechaço ao governo Bolsonaro, seu descaso com a vida da população e ataques que vem descarregando sobre as costas dos trabalhadores, nós do Esquerda Diário, impulsionado pelo MRT, Faísca e outros coletivos, acreditamos que apenas com a força da classe trabalhadora entrando em cena com uma greve geral em unidade com a juventude mais oprimidos pode enterrar de vez Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova constituinte. Convidamos todos a defenderem essas ideias e apresentamos 5 motivos do porque marchar com o Esquerda Diário pelo Brasil no 24J.

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

terça-feira 20 de julho | Edição do dia

Atos nacionais estão sendo chamados para o dia 24 de julho, próximo sábado, em diversas cidades pelo país. Há meses estão ocorrendo mobilizações pelo Brasil, agora frente a um momento de aprofundamento da crise política do governo Bolsonaro com os escândalos de corrupção envolvendo a compra de vacinas, e na última semana um endurecimento no discurso golpista dos militares em relação à CPI e de apoio a Bolsonaro, sem contar com duros ataques por parte do governo, com conivência do Congresso Nacional, do STF e também da CPI, como as privatizações, retiradas de direitos e ajustes políticos.

O ódio gerado pelo descaso do governo Bolsonaro-Mourão com as vidas da população, que contabilizam mais de 540 mil mortes por Covid no Brasil; e para além disso e dos ataques, vemos um forte aumento da precarização das vidas dos trabalhadores e da juventude, com os altos índices de fome, desemprego e inflação, isso se expressou nas ruas nas últimas mobilizações, mas que não se radicalizaram e não foram além de atos isolados e passivos.

Isso se expressa justamente pela sistemática e consciente tentativa das direções das organizações dos trabalhadores e estudantes de isolar e frear a nossa luta, tentando canalizar todo esse ódio e revolta para saídas por dentro do regime e suas instituições. As direções das Centrais Sindicais, CUT(PT) e CTB(PCdoB), que estão em diversos sindicatos, e da UNE(PT, PCdoB e Levante Popular), que estão em diversos DCEs e CAs pelo Brasil, não batalham por um plano de lutas concreto e nem pela auto-organização dos estudantes e trabalhadores, mas apostam em saídas por dentro das instituições do regime que se unem ao governo Bolsonaro-Mourão quando o assunto é nos atacar. Só a nossa luta organizada nas ruas poderia travar uma luta consequente que derrube Bolsonaro, Mourão e os ataques.

Não deixe de conhecer nosso programa de análise política semanal: O Brasil não é para amadores

Com isso, batalhamos:

1. Por uma greve geral que pare o país pelo Fora Bolsonaro e Mourão

Sabemos que do capitalismo e seus governos nada podemos esperar, suas prioridades são sempre os lucros acima das vidas. A gestão catastrófica de Bolsonaro-Mourão da pandemia e da crise, levada a frente também pelo Congresso, STF e governadores está completamente à serviço desse projeto. Preferem os lucros das patentes bilionárias das vacinas, enquanto nem metade da população foi vacinada e segue morrendo aos montes. Preferem que morramos de fome, enquanto o agronegócio lucra e produz toneladas de comida como nunca. Apenas a classe trabalhadora entrando em cena com seus métodos históricos de luta, como a greve geral, poderia derrubar, enfrentar e atacar os lucros capitalistas. Paralisando a produção, mostrando a força da nossa classe, que tudo produz, pela via da luta de classes - e não por saídas por dentro do regime e alianças com a direita como faz a parte da esquerda -, assim poderíamos derrubar Bolsonaro, Mourão e os ataques arquitetados por eles e a direita. A luta por uma greve geral partiria da organização dos trabalhadores e estudantes em cada local de trabalho e estudo. Por isso, é tão importante que as direções dos sindicatos, DCEs, etc, convoquem assembleias de base com direito à voz e voto para exigir às Centrais Sindicais uma forte greve geral como parte de um plano de luta unificado, em contrapartida aos atos extremamente espaçados e isolados.

2. Pela unidade dos trabalhadores com a juventude, as mulheres, negros, LGBT´s e indígenas

A unidade que precisamos para acabar com Bolsonaro, Mourão e os ataques é com os mais oprimidos e não com a direita. A esquerda que vergonhosamente se alia com reacionários como Kim Kataguiri, Joice Hasselman, Alexandre Frota na frente amplíssima do superimpeachment, que colocaria o reacionário e racista Mourão no poder, está indo completamente na contramão de organizar os trabalhadores em aliança como os mais oprimidos para barrar todos os ataques, enfrentar Bolsonaro e buscar uma alternativa que não se subordine à política de conciliação de classes do PT que deu abertura para essa mesma direita - que realizou o golpe institucional de 2016 e que aprofundou os ataques aos trabalhadores, abriu portas à Bolsonaro e maior participação dos militares no poder. Ainda que alguns setores da direita estejam se colocando como “oposição” ao Bolsonaro como os citados e atores da CPI, no entanto, isso não passa de um grande teatro, pois compartilham do mesmo projeto econômico neoliberal que se baseia massacrar sempre mais a vida dos trabalhadores, da juventude, as mulheres, negros, LGBT´s e indígenas. A unidade que precisamos é dos trabalhadores com os setores oprimidos, que estão na linha de frente no combate à miséria que o capitalismo nos tem a oferecer. Uma unidade da esquerda na luta de classes, como por de pé um forte Comitê Nacional para batalhar para impor uma forte greve geral como apontado acima.

3. Por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana

Todos os ataques, reformas e privatizações neoliberais se mantêm e estão sendo aprofundados. Não há volta atrás para esses ataques, se não com a força da nossa mobilização nas ruas, se organizando através de uma greve geral e indo além, defendemos, nesse sentido, impor uma assembleia constituinte livre e soberana, que teria a capacidade de varrer todo esse regime político podre. “Livre” de todas as amarras institucionais, ou seja, dissolveria-se todas as instituições e seria “soberana” frente às medidas nelas debatidas e tomadas. A população poderia eleger deputados proporcionalmente, como 1 a cada 100 mil habitantes, que fossem revogáveis para decidir os rumos do país e dar respostas mais profundas para a crise, a fome, a pandemia e o desemprego. Como uma Assembleia desse tipo precisaria ser imposta pela força da mobilização, a auto-organização das massas é imprescindível para levar adiante suas decisões, assim abriria espaço para que nós, revolucionários, defendamos que os trabalhadores assumam a luta por um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.

Leia mais em nosso último editorial: 3 propostas para a classe trabalhadora enfrentar a crise política no Brasil

Nesse sentido,

4. Enquanto Faísca, batalhamos pela aliança histórica da juventude com a classe trabalhadora em cada universidade que estamos

A Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, coletivo de juventude impulsionado pelo MRT e independentes que atua nas universidades, escolas e com a juventude trabalhadora, batalha há anos pela unidade entre estudantes e trabalhadores, uma aliança histórica capaz de incendiar as ruas e fazer os capitalistas tremerem. Agora frente ao brutal corte nas universidades federais, a pandemia e o ensino remoto, nossa luta é urgente e deve ser unificada. Semana passada, ocorreu o Congresso Extraordinário da UNE, e batalhamos por essa unidade e denunciando fortemente a burocracia do movimento estudantil e operário que vem atuando para dividir as nossas lutas e demandas. Impedindo estudantes de falar no Congresso e defender suas posições, escrevemos a tese“Transformar a revolta em revolução! Fora Bolsonaro e Mourão! Estaremos fortemente no 24J defendendo essas ideias e em apoio aos trabalhadores, contra a privatização dos Correios, por fora Bolsonaro, Mourão e por uma greve geral.

5.O Esquerda Diário é a única mídia que apresenta e busca construir uma alternativa independente da política do PT, chamamos os trabalhadores e a juventude a tomar a luta de classes na suas mãos com a Comunidade ED

Frente a política e os passos de subordinação ao PT e de conciliação de classe que a esquerda vem levando a frente como o PSOL, PSTU, PCB, UP, etc, nos propomos a ser uma mídia anticapitalista que mostra tudo que os poderosos não mostram. Batalhamos por um verdadeiro partido revolucionário no Brasil, que leva uma política consequente de independência de classe, socialista e revolucionária. Que supere o PT pela esquerda, batalhando pela auto-organização dos trabalhadores em cada local de trabalho e estudo para superar as direções burocráticas. Em nosso jornal, buscamos trazer a luta de classes na sua mão, difundindo as lutas no Brasil e no mundo, buscando resgatar os fios de continuidade do marxismo revolucionário, tirando as lições de cada processo histórico de luta e focos de resistência. Construa essa mídia com a gente através da Comunidade Esquerda Diário.


O Esquerda Diário estará nos atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, Porto Alegre, Brasília, entre outras. Marche com nós!




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