Política

ELEIÇÕES 2020

5 motivos para não votar em Rafael Greca que "vomita com cheiro de pobre"

Frases como “vomitei com cheiro de pobre” e “mulheres tem que ser amadas e não empoderadas” já foram ditas pelo atual prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), que está se candidatando novamente à prefeitura. Nesta matéria mostraremos apenas 5 de muitos motivos para não votar nesse inimigo declarado das mulheres e dos trabalhadores.

sexta-feira 23 de outubro| Edição do dia

1. Rafael Greca fez declaração nojenta dizendo que “vomitou com o cheiro de pobre”

É isso mesmo que você leu. Em 2016, durante uma sabatina na PUC-PR, Greca deu a seguinte declaração, mostrando sua face mais racista e repugnante: "Eu coordenei o albergue Casa dos Pobres São João Batista, aqui do lado da Rua Piquiri, para a igreja católica durante 20 anos. E no convívio com as irmãs de caridade, eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro"

2. Sua campanha é financiada pelo dono da maior rede de shoppings do país

Rafael Greca recebeu nada menos que R$ 80.000 do bilionário José Isaac Peres, segundo dados do TSE, para sua campanha nas eleições de 2020. Peres é dono da rede de shoppings Multiplan, simplesmente a maior do Brasil, que explora milhares de trabalhadores e endivida outros milhares todos os anos a serviço de engordar cada vez mais seus próprios bolsos. Atualmente, José Isaac Peres acumula R$ 1,5 bilhão em seu nome, segundo dados da Forbes. Esse apoio entre o bilionário e Rafael Greca deixa bem escancarado de qual lado o político do DEM se encontra: dos patrões e dos grandes empresários contra a classe trabalhadora brasileira.

3. Em seu mandato, Rafael Greca atuou decididamente contra as mulheres

Antes mesmo de ser eleito, na sua campanha em 2016, Rafael Greca deu uma declaração dizendo que em seu governo as mulheres seriam amadas e não se falaria em empoderamento. Dito e feito. Rafael Greca logo no começo de seu mandato extinguiu a Secretaria de Mulheres, transformando-a numa mera pasta, o que causou forte reação no movimento feminista curitibano. Greca também é defensor das políticas e ideologias reacionárias de Bolsonaro, Mourão e Damares, apoiando ativamente os ataques, como as reformas da previdência e trabalhistas, que precarizam a vida principalmente de mulheres negras.

4. Amigo da máfia do transporte e inimigo dos trabalhadores

Foi durante o mandato de Greca que a passagem de ônibus aumentou para R$ 4,50, a tarifa mais cara do país, dificultando ainda mais a locomoção na cidade para os trabalhadores e usuários. Enquanto isso, para os grandes empresários que controlam as empresas de transporte público, somente neste ano, a prefeitura repassou quase R$ 200 milhões para salvar as empresas. Mais conhecido também como salvar o lucro do patrão em meio a pandemia enquanto o rodoviário tem seu trabalho precarizado, deixado a mercê do contágio pelo coronavírus, e os usuários precisam pagar alta taxa pelo transporte público. Tudo isso enquanto Greca é investigado por um desses repasses milionários às empresas de transporte, fazendo jus ao seu partido e de Rodrigo Maia, o DEM, que até ano passado era o partido com mais políticos cassados por denúncias de corrupção.

5. Greca é a favor da censura na cultura e na educação

Além de apoiador das reformas do governo de Bolsonaro e Mourão que tiram cada vez mais direitos da classe trabalhadora brasileira, Rafael Greca é apoiador do reacionário projeto Escola Sem Partido, chegando a defender uma escola que ensine “dentro da inocência cristã”, fazendo eco com os defensores do Escola Sem Partido que querem impedir o debate político crítico dentro de sala de aula, para impor a ideologia conservadora da extrema-direita e das igrejas nas escolas. Esse patrulhamento ideológico Rafael Greca leva a frente também na cultura. Em 2019, o prefeito censurou uma peça de teatro que criticava abertamente Bolsonaro e o golpe de 2016, impedindo a encenação de ocorrer no Memorial de Curitiba.

É com essa política reacionária e anti-trabalhador que Rafael Greca quer continuar na prefeitura, sendo corrente direta dos projetos políticos dos capitalistas de descarregar ataques cada vez mais profundos na classe trabalhadora, nas mulheres, negros e LGBTs curitibanos.




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