Política

ELEIÇÕES CAMPINA GRANDE, PARAÍBA

5 Motivos para não votar em Bruno Cunha Lima

Dentre muitos motivos para não votar no candidato do PSD nessas eleições municipais de 2020 na cidade de Campina Grande, no Estado da Paraíba, procuramos nessa matéria listar pelo menos cinco para que o eleitor não vote no candidato da família Cunha Lima, família que está a mais de uma década dando as cartas da política municipal.

quinta-feira 29 de outubro| Edição do dia

Fonte da imagem: Pauta PB

1. Bruno é a continuidade da Oligarquia dos Cunha Lima

A política como negócio lucrativo acabou sendo um registro de família para os Cunha Lima. Desde o ex-governador do Estado Ronaldo Cunha Lima, perpassando pelo ex-senador cassado como governador Cássio Cunha Lima, e Romero Rodrigues, prefeito da cidade de Campina Grande, Bruno representa a continuidade de um projeto político que busca assegurar privilégios econômicos para o grupo de sua família e as frações da classe dominante da cidade.

Cabe destacar que o próprio Cássio Cunha Lima, patriarca da família, foi a favor do golpe institucional aplicado sobre a ex-presidente Dilma Rousseff. Sem falar no prefeito Romero Rodrigues que rasga elogios ao presidente Jair Bolsonaro, inclusive, o apoiando de forma aberta nas eleições de 2018. No congresso nacional a família esteve com Temer, na aprovação de contrarreformas como a trabalhista e com Bolsonaro na previdenciária.

2. O grupo Cunha Lima é envolvido escândalos de desvio de recursos públicos

A atual gestão da cidade, representada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) está envolvida no escândalo de desvio de recursos públicos para o pagamento de merenda escolar. Segundo o portal correio de notícias em 2019 foi desarticulado um esquema criminoso de fraudes de licitações e contratações na cidade que funcionava desde 2013. O dano estimado aos cofres públicos, através dos desvios de recursos da merenda escolar chegam a R$ 13,7 milhões.

3. Bruno expressa nepotismo e a continuidade do “cabide eleitoral”

A candidatura de Bruno Cunha Lima representa a continuidade de uma política de nepotismo e de cabide eleitoral, com a permanência de familiares que ocupam cargos na prefeitura. Segundo informações do portal Conexão PB na atual gestão de Romero Rodrigues parentes da família como: Alessandra Correia Cunha Lima, contratada no Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande, por excepcional interesse público, com vencimentos de janeiro desse ano a maio de R$ 6.500,00; Germana Cunha Lima Ramos (prima de Cássio Cunha Lima), que acumula vencimentos de efetiva no Fundo Municipal de Saúde, com outro contrato de cargo comissionado também no Fundo Municipal de Saúde, com vencimentos de janeiro a maio deste ano que se somam R$ 33.127,41; Ricardo Cunha Lima Ramos lotado na secretaria de Administração com cargo de excepcional interesse público com vencimentos de janeiro a maio deste ano que se somam R$ 5.219,00; para citamos alguns exemplos.

4. O candidato da burguesia

Bruno é o candidato da burguesia, logo seu interesse está em servir a essa classe da melhor forma possível, sem se preocupar com a classe trabalhadora e os interesses daqueles que mais precisam, como os desempregados, pessoas sem teto, alunos da rede pública de ensino. O estilo tucano de governar, mesmo agora no PSD, é parte integrante do grupo a qual Bruno pertence. Enquanto isso, os índices de desemprego no município apenas aumentam. Segundo dados do CAGED em 2019 houve mais desligamentos que adminissões na cidade. O município de Campina Grande é o segundo maior em casos de infecção, com 13. 719 casos e 401 óbitos. Mesmo com esses números, a prefeitura vem realizando flexibilizações, sem oferecer nenhum tipo de segurança adequada para a classe trabalhadora, e muito menos para os profissionais que estão na linha de frente no combate à pandemia. Mesmo a cidade contabilizando mais de 400 mil habitantes, há disponibilizado cerca de 34.169 testes, dos quais, 30.732 já foram utilizados.

5. precarização do trabalho

Bruno também representa a precarização do trabalho, especialmente no setor público. Na gestão de Romero Rodrigues, devido ao fato de existir um cabide eleitoral, poucos concursos públicos foram realizados na cidade. O único que foi realizado em 2014, os aprovados lutam até hoje, segundo informações do portal de notícias paraíba online
para que a prefeitura os contrate. Enquanto isso, familiares de Bruno se amontoam em cargos públicos, ganhando salários superiores à média da cidade, perpetuando assim, o domínio da sua família. Também é uma marca evidente da precarização do trabalho o fato de que o percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo já atinge 39,5%.




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