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Crise | 46 milhões de pessoas não vivem de renda proveniente do trabalho, segundo Ipea

Durante a pandemia houve um aumento de 9,5 milhões de pessoas, chegando a 28,5% dos domicílios. A renda dessas famílias são provenientes de programas como auxílio emergencial, pensões e aposentadoria.

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

Foto: José Cruz/ Agência Brasil

A pandemia e a crise capitalistas foram responsáveis por esse aumento de pessoas que vivem em lares em que a renda não é proveniente de trabalho. Segundo pesquisa feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta sexta-feira (17), foram 9,5 milhões de pessoas que passaram a viver nessa condição.

A pesquisa mostra que no segundo trimestre de 2021 foram 28,5% de pessoas sem renda do trabalho, uma proporção de quase 3 em cada 10 brasileiros. Esse percentual corresponde a cerca 46 milhões de brasileiros.

No quarto trimestre de 2019, período anterior a pandemia, essa proporção correspondia a 23,54% dos brasileiros, cerca de 36,5 milhões de pessoas. O que significa um aumento de 9,5 milhões de pessoas, fruto da pandemia e da crise capitalista.

O estudo foi feito a partir de dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse aumento está diretamente relacionado ao alto índice de desemprego que teve grande aumento desde o início da pandemia, quando os trabalhadores informais perderam suas rendas devido a pandemia, assim como os trabalhadores com carteira assinada que foram demitidos para que os patrões garantissem seus lucros em meio a crise.

A consequência disso foi que milhões de trabalhadores tiveram que viver de um auxílio emergencial miserável, que não era capaz de suprir as necessidades básicas, enquanto Bolsonaro e os governadores se preocupavam em garantir os lucros dos grandes empresários.

O aumento da parcela de pessoas que não vivem de renda proveniente do trabalho reflete a situação precária em que a maioria dos brasileiros estão, vivendo de uma renda extremamente baixa enquanto o preço dos produtos básicos só aumentam com a inflação.




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